Rio, Capital da Terra
Duas décadas depois da Eco-92, cidade recebe líderes mundiais para delinear o futuro do planeta; debates começam com confronto entre emergentes que querem fundos e ricos que evitam colocar a mão no bolso
NAÇÕES UNIDAS
Instalação com bandeiras dos países
participantes no Forte de Copacabana.
Até a sexta-feira 22, o Riocentro está sob o domínio da Organização das Nações Unidas, responsável pela Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. É nesta “nação verde” que representantes de quase todos os países membros da ONU tentarão firmar compromissos para que a economia global continue crescendo, mas garantindo que as gerações futuras também tenham um planeta para explorar.
É justamente pensando nelas que o principal – e mais aquecido – debate é intitulado “O futuro que queremos”. Técnicos e diplomatas quebram a cabeça e discutem a formulação de um documento que pode ser abençoado ou repudiado pelos líderes e autoridades mundiais que começam a chegar à capital na terça 19. Se fosse apenas um protocolo de intenções, seria mais fácil. Mas, passadas duas décadas desde a Eco 92, as expectativas, ambições e responsabilidades estão bem maiores. O tamanho do desafio também. No melhor dos mundos, o evento vai amarrar compromissos em questões como a erradicação da pobreza, produção de formas de energia mais limpas, preservação das florestas e oceanos e, principalmente, quem pagará a conta dos itens anteriores. Tarefa nada fácil.
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