Reunião do PT Decidirá se Entrega Cargos no Estado
Foto: Gabi Albuquerque/Arquivo Folha)
O PT deverá agendar reuniões ao longo desta sexta-feira (22) e no final de semana para avaliar a entrega dos cargos no Governo do Estado, após o PSB anunciar a candidatura de Geraldo Júlio à Prefeitura do Recife (PCR). Caso se concretize a saída dos petistas da gestão estadual, o movimento colocará um fim ao racha já declarado na Frente Popular. O presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, em conversa com o Blog agora há pouco, informou que ainda não recebeu a carta enviada pelos socialistas aos dirigentes da coalizão. Eugênio disse também que esperava que o PSB pudesse rever a posição, em não lançar um nome na disputa municipal.
Com a candidatura do PSB no Recife – com chances de vitória, dependendo do engajamento do governador Eduardo Campos e de lideranças que apoiarão a candidatura de Geraldo Júlio – no principal reduto do PT em Pernambuco, fica praticamente insustentável a manutenção da aliança entre petistas e socialistas na esfera estadual. No governo, o Partido dos Trabalhadores ocupa as secretarias de Transportes (Isaltino Nascimento), Governo (Maurício Rands) e Cultura (Fernando Duarte).
Além disso, o partido também comanda o Departamento de Estradas e Rodagem (Érica Luna), a Empresa Pernambucana de Transportes Intermunicipais (Dilson Peixoto) e a secretaria-executiva de Agricultura (Oscar Barreto) e detêm cargos comissionados na Secretaria Estadual de Saúde.
“Vamos nos reunir para tratar do assunto (saída do Governo estadual). A carta nem chegou às minhas mãos”, disse Pedro Eugênio. Apesar da sinalização na quinta de que o anúncio do PSB era caminho sem volta, o dirigente petista confessou que esperava uma reavaliação dos socialistas sobre o Recife. “Estava anunciado, mas esperava que tivesse uma reversão. Entendemos que a candidatura do PSB deveria ficar conosco para preservação da Frente Popular. Essa candidatura foge à ótica da Frente”, queixou-se o parlamentar.
À Folha de Pernambuco, na edição desta sexta-feira (22), o dirigente estadual fez críticas mais incisivas sobre a candidatura do PSB, horas antes da postulação ser oficializada por lideranças socialistas. “Uma candidatura do PSB não é um ato normal de um partido da Frente Popular. Um partido aliado lançar uma candidatura, quando temos uma candidatura do PT, é um ato que ameaça à Frente. Nós estamos na Prefeitura do Recife. Não somos partido de uma Frente que objetiva derrotar um adversário. A candidatura do PSB é contra o PT. Então, não pode ser considerada uma candidatura que esteja lado a lado conosco, com um objetivo comum de chegar à Prefeitura. É uma candidatura que objetiva substituir o PT de onde ele está, para onde foi levado pela própria Frente, em 2000, 2004 e 2008”, afirmou Eugênio.
Blog da Folha

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