O projeto de Eduardo é para 2014

Antônio Assis
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Recentemente, numa entrevista que deu para o Jornal “Valor”, o governador Eduardo Campos foi claríssimo sobre a eleição presidencial de 2014: “o jogo já está jogado”, disse ele, frisando que o candidato do seu campo político será Dilma Rousseff, de novo, ou então o ex-presidente Lula. Hoje, muito provavelmente, ele tem outra opinião porque iniciou um processo de distanciamento do PT visando à construção de sua própria candidatura, já que a de Aécio Neves vai mal das pernas. 

Em princípio, o projeto político do governador era 2018 após o PT ter encerrado o seu ciclo na presidência da República (dois mandatos de Lula e provavelmente dois de Dilma). Mas ele deve ter chegado à conclusão de que o momento de disputar é agora. Primeiro, porque o PT vai passar por um enorme período de desgaste devido ao julgamento pelo STF do processo do “mensalão”. Em segundo lugar, para aproveitar o seu elevadíssimo índice de aprovação como gestor público.

Esperar, portanto, para 2018 poderia ficar tarde demais. Daí o seu afastamento do PT e sua reaproximação com Jarbas Vasconcelos numa velocidade quase igual ao “impeachment” do presidente Fernando Lugo pelo Congresso do Paraguai. O seu propósito é chegar ao ano da eleição com Pernambuco unido em torno do seu nome. Ele será candidato a presidente da República pelo PSB e lançará um candidato do partido à sua sucessão, com Jarbas na chapa concorrendo à reeleição.

Afoiteza 1 - Eduardo Campos nunca teve medo de disputar eleição, mesmo as que lhe foram adversas como a de 1992 quando se candidatou a prefeito do Recife e ficou na 5ª colocação. Ele perdeu para Jarbas Vasconcelos, mas foi ali que iniciou a sua vitoriosa carreira política.

Afoiteza 2 - Em 2002, quando Jarbas foi candidato à reeleição, Eduardo disse ao avô, Miguel Arraes, que estava pronto para enfrentá-lo, mesmo sabendo que o quadro era adverso. “Se for, vai só”, disse-lhe o ex-governador. Humberto Cos­ta saiu pelo PT e obteve 36% da votação.

Inaldo Sampaio
Foto:Internet




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