O Incêndio se Alastra no PT
Foto: Edição/247
Leonardo Lucena_PE247 – A complicada situação do PT no quadro eleitoral para as eleições majoritárias deste ano não se restringe ao Recife. O caso de Fortaleza (CE) é o mais contundente. Lá o governador Cid Gomes (PSB) resolveu oficializar a candidatura do deputado estadual, Roberto Cláudio, em contraposição ao indicado da prefeita Luizianne Lins (PT), Elmano de Freitas, ex-secretário de Educação da capital cearense.
Leonardo Lucena_PE247 – A complicada situação do PT no quadro eleitoral para as eleições majoritárias deste ano não se restringe ao Recife. O caso de Fortaleza (CE) é o mais contundente. Lá o governador Cid Gomes (PSB) resolveu oficializar a candidatura do deputado estadual, Roberto Cláudio, em contraposição ao indicado da prefeita Luizianne Lins (PT), Elmano de Freitas, ex-secretário de Educação da capital cearense.
No Recife, o PSB praticamente oficializou como candidato o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, por questões relativas à articulação política, pois o PT não está totalmente unido. Já em Fortaleza o problema é de caráter mais administrativo. Tanto é que, de acordo com os jornais locais, o governador Cid Gomes chegou a afirmar que a gestão petista na capital se “exauriu”.
Em sua coluna no jornal O Globo, Ilimar Franco diz que o PT também passa por dificuldades em capitais como Vitória (ES), Goiânia (GO), Porto Velho (RO), Rio Branco (RR) e Palmas (TO). O partido vive um momento um pouco delicado em algumas cidades e isso é passível de algumas reflexões - mas vale ressaltar também que a legenda teve um êxito muito significativo nas últimas eleições para o Congresso Nacional, com 86 parlamentares na Câmara Federal (maior bancada) e 13 senadores (segunda maior bancada).
A primeira reflexão é a perda de fôlego do PT em algumas capitais depois que Luiz Inácio Lula da Silva deixou a presidência da República, porque o maior cacique da sigla é um grande aglutinador político. Mas, agora, nem mesmo o ex-presidente está conseguindo apaziguar os ânimos, ao menos em Recife e Fortaleza.
Segundo, o PSB não está se deixando levar por um “personalismo”, no qual Lula aparece como a última cartada do Partido dos Trabalhadores. Os socialistas almejam espaço na política com suas próprias pernas e, paralelamente, buscam independência do PT, que há quase dez anos comanda a maior cadeira do quadro político brasileiro, o Palácio do Planalto.
Atendo-se ao caso dessas duas metrópoles nordestinas, tal instabilidade entre os petistas é apenas um momento, uma vez que todo mundo passa por dificuldades? Em relação ao avanço do PSB, seria uma ganância pelo poder? Ou incompetência do PT, com seu modelo de gestão, refletindo-se nos baixos índices de popularidade de seus respectivos prefeitos – João da Costa, no Recife, e Luizianne Lins, em Fortaleza?
Todos esses fatores não permitem obter uma resposta definitiva, porque dependem de análises criteriosas e bastante acuradas. Mas o fato é que isso pode ser apenas o início de uma caminhada, na qual a figura do ex-presidente Lula, pelo decorrer do tempo, não sirva mais como refúgio para o PT aparar suas arestas.

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