Lula Encara Ação do PSB Como Rompimento

Lula não aceitou os argumentos do governador Eduardo Campos de que o lançamento de um candidato do PSB à prefeitura do Recife tem por finalidade impedir a volta de um representante da oposição. Na opinião do governador, é preferível a vitória com Geraldo Júlio (PSB) à derrota com o senador Humberto Costa (PT), que teria força política para chegar ao segundo turno se fosse o candidato único da Frente Popular. Mas, na disputa final, não teria com quem celebrar novas alianças.

O ex-presidente, segundo testemunho de petistas, não esperava essa atitude do governador de Pernambuco, a quem dispensou tratamento vip quando estava no Palácio do Planalto. Lula queria que o PSB apoiasse a candidatura do senador - que é um dos seus mais fieis discípulos desde a fundação do Partido dos Trabalhadores - por duas especiais razões. Primeira, para que o Recife permanecesse sob controle do PT. Em segundo lugar, porque o PT apoiou o PSB no 2º turno de 2006.

O desejo do ex-presidente não foi atendido e os dois principais partidos da Frente Popular irão para o confronto. Isso terá sérios desdobramentos na política local e nacional. Afinal, o que houve no Recife não foi apenas uma jogada tática do PSB visando à conquista da prefeitura. Foi uma ruptura do PSB com o PT e o rompimento político do governador com o ex-presidente Lula. Pelo menos é sob essa ótica que o ex-presidente encarou a decisão do PSB de não apoiar Humberto Costa.

Oposição 1 - Por ser o 1º colocado nas pesquisas dentre os pré-candidatos da oposição a prefeitura do Recife, Mendonça Filho (DEM) defende a retirada das outras três candidaturas em favor da dele. Mas Daniel Coelho (PSDB) e Raul Henry (PMDB) estão se negando a apoiá-lo.

Oposição 2 - A tendência de Daniel e Raul e se juntarem a Geraldo Júlio (PSB), já que Eduardo Cam­pos fez nesta campanha aquilo que era o desejo deles: afastar-se do PT. Aliás, essa era a única condição exigida por Sérgio Guerra para levar o PSDB estadual para a base do governo.

Duas visões - Do núcleo inflexível do “jarbismo”, quem mais se opõe à aliança do PMDB com o PSB é o ex-secretário José Ar­lindo Soares. Ele é 100% favorável ao a­poio de Raul Henry à candidatura de Men­donça Filho (DEM), caso o peemedebista se afaste da disputa. Já Murilo Cavalcanti, da ONG “Brasil sem armas”, é 100% a favor de uma aliança do PMDB com o PSB.

Inaldo Sampaio

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