Prévias Por Quem Foi Uma Vítima Delas


O ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, estará hoje no Recife para debater com militantes do PT um assunto que está na ordem do dia: as prévias que o partido realizará para a escolha do seu candidato à prefeitura da capital. Olívio ajudou a fundar o PT quando presidia o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Sul, elegendo-se sucessivamente para a Prefeitura de Porto Alegre e o Palácio Piratini. Tem, portanto, autoridade e legitimidade suficientes para falar sobre este tema.

Aliás, numa entrevista dada ontem a esta Folha ele situou com precisão o seu pensamento sobre as prévias. Desde que elas sejam um instrumento para unir o partido, e não para dividi-lo, disse ele, devem ser encaradas como algo positivo. No entanto, quando o foco da disputa é a vaidade das pessoas, umas se achando mais importantes que as outras, e não o confronto de ideias, as prévias nada somam para o partido. Muito pelo contrário, podem levá-lo à divisão, e em seguida à derrota. 

Olívio governava o Rio Grande em 2002, mas não teve o direito líquido e certo de disputar a reeleição. Teve que ir para uma prévia com o então prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, que venceu as primárias mas perdeu a eleição para o peemedebista Germano Rigotto. O caso deve servir de exemplo para o Recife, já que a disputa na capital pernambucana não é propriamente entre João da Costa e Maurício Rands. E sim entre o atual prefeito e o seu antecessor e desafeto, João Paulo.


A cassação - Hum­berto Costa (PT-PE) vai pedir a cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) na Comissão de Ética do Senado por quebra do decoro parlamentar, não para vingar-se dele por ter sido acusado de envolvimento com a “máfia dos vampiros”, e sim porque as provas são robustas. 

Inaldo Sampaio

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