Apoio de Dilma no Congresso é maior que de Lula

São Paulo – Apesar da queda de seis ministros envolvidos em denúncias de corrupção, o apoio da base aliada no Congresso à presidente Dilma Rousseff em seu primeiro ano de governo não se deteriorou. Pelo contrário, foi ligeiramente superior ao registrado no último ano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, levando em conta os principais partidos da base, também foi maior que a media dos dois mandatos do ex-presidente.

“Do ponto de vista da disciplina, não teve nenhuma alteração significativa em relação aos governos anteriores. Basicamente, houve uma maior disciplina do PMDB, que já pode ser percebida no final do governo Lula e pode ser explicada pela afirmação do controle do [Michel] Temer sobre o partido”, diz Fernando Limongi, professor do departamento de Ciência Política da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que compilou os dados.

Ao longo do ano, o governo enfrentou pressões dos partidos da base aliada durante as crises que derrubaram ministros do PMDB, PCdoB, PR e PDT. Mas, apesar dos atritos, os partidos da base mantiveram um alto índice de disciplina em relação ao governo, como mostra a tabela abaixo.

No último ano, os parlamentares do PMBD seguiram o líder do governo em 88,03% das votações – no último ano do governo Lula, a média foi de 80,68%. Já o PCdoB acompanhou o governo em 92,49% dos votos, contra uma média de 78,23% de apoio no ano anterior. No mesmo período, a disciplina média do PP cresceu de 80,06% para 87,98% e a do PSB, de 74,21% para 89,44%.

Mesmo os partidos que mais se desentenderam com o governo ao longo do ano aumentaram a disciplina em relação ao ano anterior. O PDT, que perdeu o Ministério do Trabalho com a saída de Carlos Lupi, teve uma disciplina média de 79,67% no ano passado contra 72,19% em 2010.

O mesmo ocorreu com o PSC, que, mesmo não emplacando nenhum ministério e tendo até mesmo cogitado abandonar a coalizão, teve uma disciplina média de 81,70% conta 74,12%.

Já o PR, que oficialmente deixou a base aliada após a saída de Alfredo Nascimento da pasta dos Transportes em julho, mediante acusações de corrupção, diminui seu apoio médio de 80,65% para 77,34%.

Embora oficialmente não faça parte da base aliada, o PSD, partido fundando pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também registrou um alto índice de apoio à Dilma, seguindo o líder do governo em 97,92% dos votos.

Revista Exame.

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