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E agora, senhores?

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Ary Filgueira Istoé Desde o início da Lava Jato, há três anos, os petistas tentam emplacar uma narrativa não correspondente aos fatos: a de que a operação foi forjada para exterminar o PT e colocar atrás das grades o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedindo-o de concorrer novamente à Presidência. Igualmente envolvidos em escândalos de corrupção, cabeças coroadas de PMDB e PSDB, segundo a mesma tese da vitimização, receberiam a condescendência de uma Justiça que se apresentaria de olhos vendados para suas práticas nada republicanas. Na última semana, prevaleceu na Lava Jato a chamada “erga omnes”, um latinismo utilizado no meio jurídico para designar que a lei e a Justiça valem para todos, sem distinção: o presidente da República, Michel Temer, do PMDB, e os tucanos Aécio Neves e José Serra – bem como os petistas Lula e Dilma, figuras carimbadas de outros escândalos – foram severamente atingidos pela delação dos empresários Joesley e Wesley Bastista, donos da empresa gl...

Três cenários para o pós-Temer - Leonardo Attuch

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Em 1988, ao promulgar a Constituição, o então deputado Ulysses Guimarães fez questão de ler o seu primeiro artigo, que lembra que todo poder emana do povo. Hoje, a Constituição-cidadã sofre intenso bombardeio, seja pelo ataque aos direitos sociais e trabalhistas, seja pelos cambalachos encontrados para cassar, sem crime de responsabilidade, um governo eleito. O resultado está aí, na desorganização econômica e na anomia completa da sociedade brasileira. Ainda assim, se o princípio de que “todo poder emana do povo” ainda valesse alguma coisa, o Brasil estaria agora se preparando para a realização de novas eleições presidenciais. Já era esse o desejo de 85% dos brasileiros, segundo o Datafolha, antes mesmo da divulgação dos grampos que atingiram o governo federal. As conversas, que tornaram Michel Temer formalmente investigado pela Procuradoria-geral da República, tratam de crimes graves, como obstrução judicial, vazamento de informação privilegiada e trocas de nomeações em cargos pú...

PSB pede saída de Temer, mas não define saída de ministro

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Fernando Filho é ministro de Minas e Energia Foto: Jedson Nobre/Arquivo Folha Folhapress A cúpula do PSB decidiu neste sábado (20) pedir a renúncia do presidente Michel Temer para "acelerar a solução da crise de governabilidade já instalada". O partido já assinou também um pedido de impeachment do peemedebista. A sigla, na prática, integra a base aliada por ter um de seus quadros no comando do Ministério de Minas e Energia, o deputado Fernando Filho. Até o início da tarde, a legenda não havia decidido se incluiria no documento que está sendo redigido alguma punição para o ministro, caso ele resolva não entregar o cargo. "Nunca fomos governo porque desde o começo nos negamos a indicar cargos, muito embora tenha um ministro indicado por setores do partido", disse o residente do PSB, Carlos Siqueira. "O ministro não é indicação do partido. Já sugeri que ele deixasse o cargo, ele admitiu que em 24 horas iria pensar. Portanto, ele tem liberdade para f...

Após 13 anos, missão no Haiti comandada pelo Brasil se aproxima do fim

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"Capacetes azuis" são militares de diversos países que trabalham para as Forças de Paz da ONU com o intuito de mediar conflitos Foto: Reprodução Agência Brasil Explodia a violência em Porto Príncipe, em 2004, quando o Brasil assumiu o comando militar da missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O país caribenho vivia em guerra civil, com gangues armadas, depois da renúncia do presidente Jean Bertrand Aristide. Passados 13 anos, a operação tem data para acabar: até 15 de outubro deste ano, todos os militares do Brasil e dos outros 15 países que compõem a missão deixarão o Haiti. Em todo esse período, além da miséria extrema, a operação ganhou novos contornos e perfil principalmente depois do terremoto de 2010, que deixou 220 mil mortos. A par do desgaste de mais de uma década, militares passaram a ter papel social e humanitário, ajudando na reconstrução do país. Até outubro, terão passado pela missão aproximadamente 37 mil militares do...

Policlínica Willian Nascimento oferece o teste do pezinho gratuitamente

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Quando os bebês nascem precisam passar por uma bateria de exames. Os pais ou responsáveis podem detectar precocemente uma série de doenças levando os filhos ao atendimento médico. Um dos principais cuidados, o Teste do Pezinho, que antes já era realizado gratuitamente na Prontoclínica Torres Galvão (PTG), agora também está sendo feito na Policlínica Willian Nascimento, beira-mar do Janga. Para fazer o exame, os pais precisam comparecer a uma das unidades, de segunda a sexta-feira, das 7h às 12, e apresentar os seguintes documentos: cartão de vacina da criança, certidão de nascimento ou documento similar emitido na maternidade, além do RG e cartão do SUS da mamãe. O resultado, que é entregue na residência do usuário, fica pronto num prazo de 20 dias. O Teste do Pezinho, que deve ser feito nos primeiros dias após o nascimento, revela os problemas de saúde antes mesmo do surgimento dos sintomas. O exame é simples e quase sem dor. Com uma agulha pequena é feito um furo no pé do be...

Situação do antigo G4 fica nada confortável - Renata Bezerra de Melo

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Pernambuco ainda tem quatro ministros na Esplanada, mas a permanência deles - após uma situação de "não sei se vou, ou se fico", protagonizada, na quinta (18), por parte de alguns - já não se dá no mesmo clima. Agora, eles figuram como membros de um Governo Federal em condição precária, respirando por aparelhos. No Estado, a nova condição dos ocupantes da Esplanada pode gerar mudança na correlação de forças com o governo Paulo Câmara. Uma quebra de braço entre auxiliares pernambucanos de Temer e a gestão socialista já não era mais disfarçada. O quarteto, inicialmente, chegou a ser batizado de G4, numa referência a um novo campo de forças que estaria disposto a polarizar com a administração do PSB, descentralizando o polo de poder. Ao longo do dia de ontem, dois deles, em hora nenhuma, cogitaram deixar a gestão Temer, a exemplo de Fernando Filho (Minas e Energia) e de Mendonça Filho (Educação). Enquanto os outros dois, Bruno Araújo (Cidades) e Raul Jungmann (Defesa) cuidaram ...

Internas da Funase têm rara segunda chance de inserção social

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Clara foi a primeira interna selecionada para ser aprendiz. Ela foi treinada para fazer um trabalho administrativo e vem recebendo elogios pelo que vem fazendo Foto: Alfeu Tavares Paulo Trigueiro Folha-PE Há um ano e oito meses na Funase, Clara*, 19, já fez um curso de Turismo com duração de seis meses, outro sobre como responder a uma entrevista e um terceiro sobre empreendimentos. Desde janeiro, foi selecionada como jovem aprendiz na Compesa, trabalho que lhe rende meio salário mínimo mensal. Voluntariamente. Também conseguiu estudar todo o Ensino Fundamental e, atualmente, cursa o 1º ano do Ensino Médio. Quando cumprir sua pena de medida socioeducativa, não pretende voltar para o Interior, onde morava sozinha desde os 14 anos e de onde foi transferida aos 17 após cometer um crime.  A oportunidade de inserção no mercado de trabalho faz diferença quando o assunto é a ressocialização e, consequentemente, tem impacto no índice da reincidência de atitudes criminosas....