Relator da Lava Jato, o ministo Edson Fachin foi voto vencido. Ficou em posição nada confortável. Era a favor da manutenção da prisão de José Dirceu, como também o era o ministro Celso de Mello. Mas Dias Toffoli, Ricardo Lewandoswki e Gilmar Mendes entenderam diferente. O resultado do julgamento, na Segunda Turma do STF, aponta para uma queda de braço entre da Força-Tarefa da Lava Jato e o MPF e sinaliza para a mudança de posição de ministros, alguns dos quais se colocaram como voluntários na turma que ia julgar a Lava Jato, a exemplo de Dias Toffoli, o qual pediu transferência para esse colegiado. Gilmar, que foi o voto de desempate, chegou a definir como "brincadeira juvenil" a iniciativa do MPF de apresentar, ontem, nova denúncia contra Dirceu. Essa relação atritada entre a Força-Tarefa e o STF, se favorece alguém, são os acusados na Operação. Deu-se, assim, mais um capítulo na série de trocas de farpas que vêm se repetindo. Em março, Gilmar chegou a acusar a Procuradoria...