Postagens

Um ano após impeachment, Dilma ocupa papel secundário na política brasileira

Imagem
Dilma Rousseff (PT) antecipou que, pós impeachment, seria 'carta fora do baralho' Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Paulo Veras JC Online “Se eu perder, eu estou fora do baralho”, resumiu Dilma Rousseff, em abril do ano passado. Desde que deixou o Palácio da Alvorada, evitando uma simbólica descida de rampa, a primeira mulher eleita para a Presidência da República tem sido uma figura secundária na política nacional. Vez por outra, dá sinais ao PT que pode concorrer a deputada ou senadora, já que teve os direitos políticos preservados pelo impeachment. Os governadores do Piauí, Wellington Dias (PT), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), fizeram convites formais para que a petista mude o domicílio eleitoral para disputar o Senado. A ex-presidente mora em Tristeza, bairro de Porto Alegre, mas costuma viajar para o apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, e uma casa que pertence à mãe, em Belo Horizonte. Depois que deixou a presidência, Dilma fez turnê internaci...

Recife, uma cidade com sete fronteiras; conheça todas

Imagem
Luiz Filipe Freire Folha de Pernambuco Uma rua asfaltada pela metade, um canal que deixa de ser limpo porque ninguém assume a responsabilidade ou o transporte que não chega aonde se precisa dele. Quantas vezes você já se de­parou com problemas como esses? Certamente algumas, ou onde mora ou por onde já teve que pas­­sar. Nos limites entre municípios, porém, esse tipo de situação não é algo esporádico, que ocorre quando faltam recursos ou licitações atrasam. Pelo contrário, é quase uma regra, uma marca registrada que chega ao limite do escandaloso. É a falta de integração entre órgãos que foram constituídos para servir à população, mas se acomodam às amarras burocráticas e formais.  A reportagem da Folha de Pernambuco foi a campo para mostrar esses exemplos. Em sete localidades em que o Recife faz limite com outros municípios da Região Metropolitana, achamos sofrimentos que perduram há décadas e pessoas frustradas por viverem em “terras de ninguém”.  Deparamo-nos c...

NOVO VICE-PROCURADOR-GERAL ELEITORAL É DESAFETO DO PRESIDENTE DO TSE

Imagem
Blog Diário do Poder A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que toma posse em menos de um mês, escolheu ocupar o cargo de chefe da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) o procurador Humberto Jacques de Medeiros, considerado um desafeto do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes. A escolha gerou surpresa e causou estranheza entre membros da corte eleitoral, já que, em 2002, Medeiros chegou a mover ação de improbidade administrativa contra Gilmar Mendes, que foi o Advogado-Geral da União. O detalhe é que, em razão do cargo, o procurador-geral eleitoral participa de todas as sessões de julgamento do tribunal, ocupando assento a poucos metros do presidente. "Será um constrangimento permanente", prevê um ministro do TSE. Uma ex-ministra chegou a afirmar ao Diário do Poder que se tivesse sido nomeado em lugar de Raquel Dodge, o procurador Nicolao Dino, que é ligado a Rodrigo Janot, inimigo do ministro Gilmar, "não teri...

Odebrecht: uma fábrica internacional de corrupção

Imagem
AFP O fio da meada da corrupção envolvendo a Odebrecht parece não ter fim. A ex-procuradora venezuelana Luisa Ortega abriu uma nova frente, com denúncias contra o presidente Nicolás Maduro e outros altos funcionários de seu governo por supostas propinas recebidas da empreiteira brasileira. Ortega, que fugiu da Venezuela, denunciou no Brasil que só Diosdado Cabello, uma das figuras mais poderosas do regime de Maduro, recebeu 100 milhões de dólares e assegurou ter provas contra propinas milionárias pagas ao presidente. Nos anos de bonança na América Latina, propícia para a construção de infraestruturas, e amparada pela diplomacia de obras públicas, promovida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), a Odebrecht encontrou um caldo de cultura favorável para corromper e ganhar contratos. Uma capacidade que parece ilimitada. Na América Latina e na África, a empresa teria distribuído mais de 3 bilhões de dólares debaixo dos panos para assegurar projetos ou corrom...

Milton Nascimento faz espetáculo memorável em Pernambuco

Imagem
Adriana Victor JC online Foi uma grande festa, um imenso salão, uma celebração coletiva com instantes repetidos de catarse que os que foram assistir à apresentação de Milton Nascimento, quinta-feira (24), puderam testemunhar. Que privilégio! A plateia que fez fila em caracol do lado de fora do Teatro Guararapes, localizado onde o Recife e Olinda quase se abraçam, lotou os mais de 2mil e 400 lugares. Pouco depois das 21h, os músicos abrem o espetáculo , ainda sem o astro da noite, cantando “Travessia”. Minutos depois, caminhando devagar, chega Milton: “Já não sonho, hoje faço/com meu braço, meu viver”. Desde o primeiro instante já ficou muito claro para quem ali estava: era um espetáculo para se cantar junto, luz na plateia muitas vezes, compartilhar foi palavra de ordem. Sentado durante quase todo o show, o que se viu foi um Milton solto, leve, conversador, generoso, algumas vezes questionador e, acima de tudo, companheiro de seu público – feliz, muito feliz. LEVE ...

Reforma política deve ficar no papel

Imagem
Com a falta de consenso, o sistema proporcional deve ser mantido na eleição do ano que vem Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Folha de São Paulo Diante de um impasse entre os partidos em relação aos principais pontos da reforma política, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o sistema eleitoral e as regras de financiamento de campanha podem ficar como estão para 2018. Maia ironizou a falta de acordo entre os parlamentares e disse ser provável que a Câmara aprove apenas o fim das coligações e a recriação da cláusula de barreira. "Se não houver um bom diálogo até terça-feira, vai ser difícil aprovar alguma coisa na PEC (proposta de emenda à Constituição) do sistema e do financiamento eleitoral", afirmou Maia. Com isso, as eleições do ano que vem para deputados federais e estaduais se dariam pelo atual sistema proporcional, e as regras de financiamento ficariam como estão - sem um fundo público de campanhas e sem a volta de doaçõ...

Charge do Ronaldo - Jornal do Commercio

Imagem