Odebrecht: uma fábrica internacional de corrupção
AFP O fio da meada da corrupção envolvendo a Odebrecht parece não ter fim. A ex-procuradora venezuelana Luisa Ortega abriu uma nova frente, com denúncias contra o presidente Nicolás Maduro e outros altos funcionários de seu governo por supostas propinas recebidas da empreiteira brasileira. Ortega, que fugiu da Venezuela, denunciou no Brasil que só Diosdado Cabello, uma das figuras mais poderosas do regime de Maduro, recebeu 100 milhões de dólares e assegurou ter provas contra propinas milionárias pagas ao presidente. Nos anos de bonança na América Latina, propícia para a construção de infraestruturas, e amparada pela diplomacia de obras públicas, promovida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), a Odebrecht encontrou um caldo de cultura favorável para corromper e ganhar contratos. Uma capacidade que parece ilimitada. Na América Latina e na África, a empresa teria distribuído mais de 3 bilhões de dólares debaixo dos panos para assegurar projetos ou corrom...