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Da embolada ao frevo: por que a cultura pernambucana depende da rua

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Foto: Rafael Martins/Esp.DP/D.A.Press Luiza Maia - Larissa Lins - Fellipe Torres Diário de Pernambuco O pernambucano não se espanta quando é surpreendido por uma dupla de repentistas com viola nas mãos. Ou quando testemunha uma performance circense sobre a faixa de pedestres. Ou quando se depara com um cortejo de maracatu, mesmo fora do período carnavalesco. É arte de rua, faz parte da paisagem. A dificuldade em apontar a gênese da cultura popular no estado indica, justamente, a presença atemporal das manifestações. Sempre esteve ali, pelas esquinas. “A cultura popular é praticamente desenvolvida a partir da integração na rua. Os desfiles são o coroamento e a vivência disso. A gente não teria em Pernambuco o que tem hoje se não houvesse essa integração e troca entre as pessoas”, crava a historiadora e pesquisadora Sylvia Couceiro, da Fundação Joaquim Nabuco. A ligação indissociável foi confrontada pela Lei 15.516, em vigor desde o dia 27 de maio, que pôs a classe artística...

Vive bem quem padrinho tem - Carlos Brickmann

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Roberto Amaral, que ficou famoso quando por algum motivo quis construir uma bomba atômica brasileira, ganhou prestígio de verdade quando tentou impedir que seu partido, o PSB de Eduardo Campos, deixasse de seguir automaticamente o PT (e, após a morte de Campos, trabalhou contra a candidata do partido, Marina Silva). Prestígio tem valor: Dilma nomeou Roberto Amaral para o Conselho da Itaipu Binacional, com R$ 20.804,13 mensais para participar no máximo de uma reunião por mês, e olhe lá, se não cair no feriado, e mandato de quatro anos (a propósito, além da diretoria, há doze conselheiros, todos com esse salá rio – dá para entender parte do alto custo da energia, não é?) Dilma nomeou ainda outro adepto: Maurício Requião de Mello e Silva, filho do senador e ex-governador Roberto Requião. Roberto Requião é do PMDB, mas da ala petista do partido; e está, ao gosto de Dilma, cada vez mais bolivariano, dos que levam Maduro a sério. Roberto Amaral e Maurício Requião têm algo mais em comum...

Após os shows de 2014, deputados priorizam a hora-máquina do IPA para poços e barreiros este ano

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Secretário executivo de Relações Municipais, Marcelo Canuto minimiza riscos de desvios com o controle das emendas pelos órgãos de fiscalização Arquivo/JC Imagem Ayrton Maciel JC ONline Se em 2014 as emendas para shows foram uma “febre”, este ano o foco é o Instituto de Pesquisas Agronômicas (IPA) da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária. Do total de R$ 63,7 milhões do Orçamento Impositivo, o IPA tem R$ 15,7 milhões para ações contra a seca e de abastecimento de água, a maioria perfuração de poços, outras construção de barreiros e terraplenagem de estradas rurais. Uma repentina preocupação com a crise hídrica provocada pela longa estiagem. Com a preferência das emendas pelo IPA, surge uma preocupação que, em 2014, esteve voltada para cachês e shows. Quem vai conferir a execução da hora-máquina paga pelo IPA? O secretário executivo de Relações Municipais, Marcelo Canuto, minimiza riscos de desvios. “As próprias secretárias e órgãos executores fiscalizam, o Tribunal ...

EM 'CRISE DE IDENTIDADE', PSDB TENTA MODULAR DISCURSO

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Erich Decat Estadão Com dificuldades para impor sua agenda mesmo diante de um governo federal enfraquecido, o PSDB vai renovar sua Executiva Nacional no próximo mês buscando superar uma espécie de crise de identidade pela qual passa e saídas para conseguir estruturar um discurso para as eleições municipais de 2016. Embora comemorem a deterioração da imagem do governo Dilma Rousseff e do PT, setores do PSDB admitem que ainda falta à legenda mecanismos para poder capitalizar a insatisfação dos eleitores.  Internamente há também cobranças para se “decodificar” o discurso apresentado pelos tucanos e críticas à falta de uma postura mais clara em temas que envolvem o dia a dia da sociedade . Continue lendo:

TCE aponta superfaturamento e propaganda política na execução das emendas para shows

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Atual deputado federal João Fernando Coutinho (PSB), um dos citados no relatório do TCE JC Imagem Carolina Albuquerque JC Online Por meio da Auditoria Especial de número 1405301-9, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprofundou as investigações sobre a “farra” de emendas parlamentares destinadas para contratação de shows. O caso foi revelado em uma série de reportagem do JC em 2014. No relatório técnico, ao qual o JC teve acesso por meio da Resolução de número 10 de 2015, várias irregularidades são reveladas: indícios de superfaturamento nas contratações pela Empetur resultantes de emendas ou não; propaganda política e pessoal de deputado e prefeito durante esses eventos; relações interpessoais entre deputado e produtora que recebeu o recurso público; eventos privados pagos com dinheiro público. De acordo com o levantamento do TCE, entre janeiro e julho de 2014, quase R$ 25 milhões em emendas parlamentares foram destinadas para contratações de apresentações musicais. Os...

Charge do Samuca - Diário de Pernambuco

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Fernando Pimentel usou gráfica citada na Operação Lava Jato

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Daniela Lima Bela Megale Folha de São Paulo A campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), pagou R$ 440 mil a uma empresa que é citada na operação Lava Jato como suspeita de repassar propina ao ex-deputado André Vargas (sem partido-PR). A gráfica MPV7 caiu na investigação sobre o esquema de corrupção na Petrobras por ter feito diversos depósitos na conta de uma empresa fantasma mantida pelo paranaense, entre 2011 e 2014. O dinheiro era pago por indicação da agência de publicidade Borghi/Lowe. Ela subcontratava firmas para executar serviços e, em troca, pedia que essas entidades repassassem parte dos ganhos à conta da LSI, empresa de fachada do ex-deputado. Vargas se desfiliou do PT em 2014, quando o escândalo na Petrobras já havia estourado. Ele foi preso em abril passado, denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro. A MPV7 foi a quarta maior fornecedora de material de propaganda da campanha de Pimentel ao governo mineiro, em 2014. Segundo...