Da embolada ao frevo: por que a cultura pernambucana depende da rua
Foto: Rafael Martins/Esp.DP/D.A.Press Luiza Maia - Larissa Lins - Fellipe Torres Diário de Pernambuco O pernambucano não se espanta quando é surpreendido por uma dupla de repentistas com viola nas mãos. Ou quando testemunha uma performance circense sobre a faixa de pedestres. Ou quando se depara com um cortejo de maracatu, mesmo fora do período carnavalesco. É arte de rua, faz parte da paisagem. A dificuldade em apontar a gênese da cultura popular no estado indica, justamente, a presença atemporal das manifestações. Sempre esteve ali, pelas esquinas. “A cultura popular é praticamente desenvolvida a partir da integração na rua. Os desfiles são o coroamento e a vivência disso. A gente não teria em Pernambuco o que tem hoje se não houvesse essa integração e troca entre as pessoas”, crava a historiadora e pesquisadora Sylvia Couceiro, da Fundação Joaquim Nabuco. A ligação indissociável foi confrontada pela Lei 15.516, em vigor desde o dia 27 de maio, que pôs a classe artística...