Por sua importância econômica, social e cultural, o Rio São Francisco exige maior agilidade nos projetos de meio ambiente. E um deles é a transformação da foz, na divisa de Alagoas e Sergipe, em área de proteção ambiental (APA). O processo para se instituir a APA existe desde 2003, mas pouco andou. Hoje, o comitê da bacia hidrográfica do rio, a quem coube a iniciativa no passado, decidiu pedir formalmente ao Ibama que agilize o processo. E ao Ibama, diante da degradação acelerada na foz, não resta outra coisa. Os membros do comitê denunciam que os estragos ambientais se intensificaram nos últimos anos com a especulação imobiliária, projetos empresariais, construção de estradas e atividades turísticas. Se aprovada, a APA terá 47 mil hectares. Nessa área estuarina, pode-se ver os ecossistemas praiaa, dunas, mangues, brejos, várzeas e restingas.