Diário de Pernambuco É para frente que se anda. E Rua dos amores, 21º álbum de Djavan, busca reafirmar isso. Primeiro disco de inéditas desde Matizes (2007), apresenta 13 canções típicas do cantor e compositor alagoano. Aos 63 anos, ele versa sobre o amor de diferentes maneiras – em ritmo de samba em Acerto de contas; cantando no feminino em Ares sutis; ou no formato de balada, em Bangalô. Não foi nada intencional, garante. Mas ao ver o resultado, criou um ponto dissonante, Pode esquecer, com veia política. Disco que marca o reencontro de Djavan com a mesma banda que o acompanhou na época do álbum duplo Ao vivo (1999), um de seus maiores sucessos comerciais, leva a mão dele em absolutamente tudo. Djavan é autor de todas as canções (a única já conhecida é Vive, que ele compôs para Maria Bethânia, que a lançou no primeiro semestre), que gravou, arranjou e produziu. Depois do trabalho com a baiana e a produção de Não tente compreender, disco de Mart’nália lançado há alguns meses, ele ...