UFPE e MEC assinam termo para obras de restauro e acessibilidade na FDR no valor de R$ 16 milhões
O investimento compreende obra de acessibilidade, projeto executivo e o orçamento da obra de restauro do prédio da FDR
O reitor e o vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes e Moacyr Araújo, respectivamente, e o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Rodolfo de Carvalho Cabral, assinaram na noite de ontem (16), no Espaço Memória da Faculdade de Direito do Recife (FDR), o termo de anúncio de investimentos para as obras de acessibilidade e restauro do prédio histórico que abriga os cursos jurídicos da UFPE. Avaliado em R$ 16 milhões, recurso oriundo do Novo PAC, o investimento compreende obra de acessibilidade, projeto executivo e o orçamento da obra de restauro do prédio da FDR, localizado no Bairro da Boa Vista, no Recife.

Na ocasião, também foi assinado o Termo de Recebimento Provisório da Etapa I do Projeto Arquitetônico “Etapa FDR 200 anos”, que abrange a escadaria monumental, os anfiteatros e a estrutura e coberta do alpendre. Os recursos são provenientes do Novo PAC, e fazem parte da retomada dos investimentos pelo Governo Federal para consolidação e expansão das instituições federais de ensino superior. “Valorizar nossas universidades é preservar a memória, fortalecer o presente e investir no futuro da educação pública”, afirmou o secretário-executivo do MEC, Rodolfo de Carvalho Cabral, ex-aluno de graduação e mestrado da Faculdade de Direito do Recife (FDR), onde atuou como professor substituto de 2008 a 2009.
Além do reitor e do vice-reitor da UFPE e do secretário-executivo do MEC, a solenidade contou com a participação do diretor e da vice-diretora da Faculdade de Direito do Recife, Torquato Castro e Antonela Galindo, respectivamente; da senadora Teresa Leitão; dos superintendentes de Projetos e Obras (SPO), Carlos Falcão, de Infraestrutura (Sinfra), Manoel de Castro, e de Comunicação (Supercom), Luciana de Souza Leão; entre outros.
PRÉDIO HISTÓRICO – O palácio histórico que abriga um dos primeiros cursos de ensino superior do Brasil, o curso de Direito, criado em 1827, abriu suas portas em 1912. O prédio, construído por José de Almeida Pernambuco, ocupa 3.600 m² no centro de uma área ajardinada. Seu projeto arquitetônico, eclético, com predominância do estilo neoclássico, é de autoria do arquiteto francês Gustave Varin.
De acordo com a legislação urbanística municipal, o prédio e seu lote são considerados uma “edificação especial”, e está inserida no Setor de Preservação da Significância (SPS) da Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural Boa Vista (ZEPH-Boa Vista). A Praça Adolpho Cirne integra o Sistema Municipal de Unidades Protegidas (SMUP – Praças, Parques e Jardins Históricos). A edificação e a praça são também tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
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