Cantora americana revelação do blues no Gravatá Jazz Festival

Arthur Philipe fez um tributo a Frank Sinatra
foto: Allan Torres/Divulgação

JC Online

Com um público que superou em quantidade o do sábado, noite de abertura, o Gravatá Jazz Festival teve ontem uma terceira noite em que se ouviu de standards do repertório de Frank Sinatra, ao blues de Chicago e música pop dos anos 60. Sinatra recebeu uma homenagem do grupo Arthur Philipe & Quintessence, claro, com os sucessos conhecidos até mesmo por quem tem uma vaga ideia de quem seja o que é considerado o melhor cantor de música popular do século 20.
É carnaval, então nada de ir cascavilhar no fundo do baú de Sinatra por raridades. O Arthur Philipe & Quintessence foi de All the Way, Night and Day, e a música mais conhecida do repertório de Frank Sinatra no Brasil, New York York, popularizada por Cauby Peixoto. Um show para ambientes intimistas que funcionou bem na rua.

A plateia em sua maioria era formada por pessoas que veio para curtir a música que o festival oferece. Se em Garanhuns, onde o evento se realizou durante sete anos, no final da noite o publico ficava reduzido, em Gravatá as cadeiras ficam ocupadas até a ultima música, e com pedidos de bis, que não vem acontecendo, já que o festival tem hora certa para terminar.

A Igor Prado Band, uma das mais celebradas do país, com espaço conquistado nos EUA e Europa, fez um show enxuto. O guitarrista Igor Prado depois do show revelou que nem antecipou as músicas para a banda, entrou no piloto automático, e pinçou músicas, do repertório que tem ensaiado, quase tudo de mestres do blues, mas sem os clássicos manjados.

ROSA MARIA

O contrário de Rosa Marya Colin, que apresentou um repertório para entreter a plateia. Não apenas com canções manjadas, mas também pelos histrionismo vocais, ela é cantora que brinca com a voz, varia de timbres, vai com facilidade dos agudos aos graves, isto com mais de 50 anos de carreira. Rosa Maria é uma cantora de jazz, das que improvisam até quando anunciam o nome dos instrumentistas que a acompanham. Em gravatá, cantou com parte da Uptown Band, com participação especial do guitarrista Wallace Seixas.

Rosa Maria, experiente em palcos, segurou a plateia até perto da meia-noite com canções manjadas, mas reinterpretadas, como Oh Darling, dos Beatles, Monday Monday e California Dream (ambas de John Phillips, do Mama and the Papas), esta segunda que a fez conhecida, com uma gravação feita para um comercial. De novidade mesmo a versão de God Blessed the Child, rebatizada de Mamãe Merece, numa versão de Augusto de Campos e Rogério Duarte. Pra fechar a noite, Light My Fire, de Jim Morrison, dos Doors.

O Gravatá Jazz Festival termina hoje com uma homenagem a Tim Maia, com Jefferson Gonçalves (que fez uma participação especial no show de Rosa Marya Colin), a banda pernambucana Allycats, e a cantora americana Annika Chambers, considerada uma das revelações do soul e blues dos EUA.

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