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Charge do Frank - A Notícia

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Taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior do mundo

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Helena Martins - Repórter da Agência Brasil Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de assassinatos de mulheres chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres Fernando Frazão/Agência Brasil Apenas na última semana, foram registrados pelo menos cinco casos de mulheres assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros só em São Paulo. Dado alarmante que reflete a realidade do Brasil, país com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de assassinatos chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres. O Mapa da Violência de 2015 aponta que, entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por sua condição de ser mulher. As mulheres negras são ainda mais violentadas. Apenas entre 2003 e 2013, houve aumento de 54% no registro de mortes, passando de 1.864 para 2.875 nesse período. Muitas vezes, são os próprios familiares (50,3%) ou parceiros/ex-parceiros (33,2%) os que cometem os assassinatos. Com a Lei 13.140, aprovada em 2015, o f...

Lava Jato afeta avaliação, afirmam especialistas

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Estadão A pesquisa Ipsos mostrou que o desgaste não é mais exclusividade dos Poderes Executivo e Legislativo. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também já são vistos com desconfiança por parte da população. Para a cientista política Maria do Socorro Braga, a avaliação negativa de nomes como Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin é resultado da Operação Lava Jato. "Eles são avaliados por atitudes e decisões tomadas nesse âmbito ou envolvendo personagens que estão sendo julgados pela operação A opinião pública está muito sensível a esses desdobramentos", disse. "Toda e qualquer impressão de impunidade recai sobre os ministros", afirmou a cientista política e professora da Universidade de São Paulo (USP). A sensação da opinião pública, segundo a pesquisadora, é de que os ministros do Supremo atuariam de forma corporativista, decidindo questões do próprio interesse, como o aumento de vencimentos do Judiciário. Comparação O também cient...

Um ano após impeachment, Dilma ocupa papel secundário na política brasileira

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Dilma Rousseff (PT) antecipou que, pós impeachment, seria 'carta fora do baralho' Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Paulo Veras JC Online “Se eu perder, eu estou fora do baralho”, resumiu Dilma Rousseff, em abril do ano passado. Desde que deixou o Palácio da Alvorada, evitando uma simbólica descida de rampa, a primeira mulher eleita para a Presidência da República tem sido uma figura secundária na política nacional. Vez por outra, dá sinais ao PT que pode concorrer a deputada ou senadora, já que teve os direitos políticos preservados pelo impeachment. Os governadores do Piauí, Wellington Dias (PT), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), fizeram convites formais para que a petista mude o domicílio eleitoral para disputar o Senado. A ex-presidente mora em Tristeza, bairro de Porto Alegre, mas costuma viajar para o apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, e uma casa que pertence à mãe, em Belo Horizonte. Depois que deixou a presidência, Dilma fez turnê internaci...

Recife, uma cidade com sete fronteiras; conheça todas

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Luiz Filipe Freire Folha de Pernambuco Uma rua asfaltada pela metade, um canal que deixa de ser limpo porque ninguém assume a responsabilidade ou o transporte que não chega aonde se precisa dele. Quantas vezes você já se de­parou com problemas como esses? Certamente algumas, ou onde mora ou por onde já teve que pas­­sar. Nos limites entre municípios, porém, esse tipo de situação não é algo esporádico, que ocorre quando faltam recursos ou licitações atrasam. Pelo contrário, é quase uma regra, uma marca registrada que chega ao limite do escandaloso. É a falta de integração entre órgãos que foram constituídos para servir à população, mas se acomodam às amarras burocráticas e formais.  A reportagem da Folha de Pernambuco foi a campo para mostrar esses exemplos. Em sete localidades em que o Recife faz limite com outros municípios da Região Metropolitana, achamos sofrimentos que perduram há décadas e pessoas frustradas por viverem em “terras de ninguém”.  Deparamo-nos c...

NOVO VICE-PROCURADOR-GERAL ELEITORAL É DESAFETO DO PRESIDENTE DO TSE

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Blog Diário do Poder A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que toma posse em menos de um mês, escolheu ocupar o cargo de chefe da Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) o procurador Humberto Jacques de Medeiros, considerado um desafeto do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes. A escolha gerou surpresa e causou estranheza entre membros da corte eleitoral, já que, em 2002, Medeiros chegou a mover ação de improbidade administrativa contra Gilmar Mendes, que foi o Advogado-Geral da União. O detalhe é que, em razão do cargo, o procurador-geral eleitoral participa de todas as sessões de julgamento do tribunal, ocupando assento a poucos metros do presidente. "Será um constrangimento permanente", prevê um ministro do TSE. Uma ex-ministra chegou a afirmar ao Diário do Poder que se tivesse sido nomeado em lugar de Raquel Dodge, o procurador Nicolao Dino, que é ligado a Rodrigo Janot, inimigo do ministro Gilmar, "não teri...

Odebrecht: uma fábrica internacional de corrupção

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AFP O fio da meada da corrupção envolvendo a Odebrecht parece não ter fim. A ex-procuradora venezuelana Luisa Ortega abriu uma nova frente, com denúncias contra o presidente Nicolás Maduro e outros altos funcionários de seu governo por supostas propinas recebidas da empreiteira brasileira. Ortega, que fugiu da Venezuela, denunciou no Brasil que só Diosdado Cabello, uma das figuras mais poderosas do regime de Maduro, recebeu 100 milhões de dólares e assegurou ter provas contra propinas milionárias pagas ao presidente. Nos anos de bonança na América Latina, propícia para a construção de infraestruturas, e amparada pela diplomacia de obras públicas, promovida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), a Odebrecht encontrou um caldo de cultura favorável para corromper e ganhar contratos. Uma capacidade que parece ilimitada. Na América Latina e na África, a empresa teria distribuído mais de 3 bilhões de dólares debaixo dos panos para assegurar projetos ou corrom...