MPF traz ao Recife segunda edição da exposição Mulheres Invisibilizadas
Abertura contará com pesquisadoras da UFPE e UFRPE em uma mesa de conversa sobre a
atuação feminina na luta abolicionista
Imagem: Sinacom/MPF
O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) traz ao Recife, a partir da próxima quinta-feira (8), às 15h, na sede da Procuradoria da República no estado (PR/PE), a exposição “Mulheres Invisibilizadas: o resgate de trajetórias apagadas pela história”. A iniciativa é da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), por meio da Comissão de Igualdade de Gênero. A mostra apresenta as trajetórias de mulheres negras, indígenas, quilombolas, profissionais, intelectuais, artistas e ativistas que foram figuras emblemáticas para a transformação da realidade do país, mas acabaram esquecidas pela historiografia oficial.
Esta segunda edição da exposição foi lançada nacionalmente em 19 de agosto, na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília.
No Recife, a mostra está sob a coordenação da procuradora regional da República Acácia Suassuna e da procuradora da República Natália Soares, respectivamente coordenadora e integrante da Comissão de Igualdade de Gênero da PFDC. A iniciativa tem o apoio da Comissão Administração da PR/PE.
Lançamento no Recife - A abertura do evento contará com apresentação artística e a mesa de conversa “Mulheres da Liberdade: o Protagonismo Feminino na História do Abolicionismo em Pernambuco”. Os debates serão conduzidos pelas pesquisadoras Adriana Maria de Santana - jornalista e professora do Departamento de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), doutora em Comunicação, com pós-doutorado em História Social pela USP; e Maria Emília dos Santos - doutora em História Social da Cultura pela Unicamp e professora do Departamento de História da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Em seguida, a procuradora regional da República Acácia Suassuna fará breve apresentação da exposição, explicando sua origem, objetivos e a importância de dar visibilidade à trajetória de mulheres que, com luta e resistência, contribuíram para a construção do país.
Para a procuradora da República Natália Soares, eventos dessa natureza são fundamentais para a consolidação de uma visão não estereotipada do papel feminino na história brasileira. “Contribuímos para que essas mulheres assumam o papel de protagonistas que lhes foi negado por meio da invisibilidade forjada a partir de relatos históricos parciais e silenciadores das vozes femininas”, avalia.
Entre as homenageadas estão a líder quilombola Aqualtune, chefe de um dos mocambos do Quilombo dos Palmares; a líder abolicionista Gertrudes de Jesus, que esteve à frente do movimento em Pernambuco; a musicista Isabel Marques da Silva (Zabé da Loca), conhecida como a “Rainha do Pífano”; e a advogada e defensora dos direitos humanos Mércia Albuquerque, que atuou na defesa de mais de 500 presos políticos no Nordeste.
Além da visitação aos painéis físicos dispostos na sede da PR/PE, é possível conferir o conteúdo da mostra de forma on-line. Para isso, acesse a versão virtual da exposição Mulheres Invisibilizadas.
Serviço:
Exposição Mulheres Invisibilizadas (2ª edição)
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