Oficina participativa amplia diagnóstico para estudo sobre a Rua da Imperatriz, no centro do Recife

 Atividade reuniu moradores, comerciantes, proprietários de imóveis e especialistas para consolidar informações que orientarão as próximas etapas do levantamento


Público participante indicou possíveis para os imóveis e para as ruas. Foto: Agnelo Câmara (CGCOM/Sudene)

Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), promoveu nesta segunda-feira (20) a segunda oficina participativa do estudo vocacional sobre a Rua da Imperatriz, localizada no bairro da Boa Vista, área central da capital pernambucana. A atividade marcou uma nova etapa do levantamento ao incorporar novas contribuições de moradores, comerciantes, proprietários de imóveis e outros atores sociais ao diagnóstico técnico que subsidiará propostas para a via.


Um dos objetivos do encontro foi confrontar as informações levantadas pela equipe técnica com a experiência cotidiana de quem utiliza a rua, fortalecendo o diagnóstico com diferentes perspectivas sobre o território. Entre as atividades promovidas na oficina esteve a indicação, pelo público participante, de proposições sobre usos possíveis para os imóveis e para as ruas.


Segundo o diretor de Promoção do Desenvolvimento Sustentável da Sudene, José Farias, a experiência desenvolvida na Rua da Imperatriz poderá servir de referência para estudos semelhantes em outros centros urbanos do Nordeste. O gestor observou que desafios relacionados ao planejamento urbano, à organização do território e à dinamização de áreas centrais estão presentes, em diferentes contextos, nas regiões metropolitanas nordestinas. Destacou ainda que essa abordagem dialoga com as diretrizes do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), que contempla as regiões metropolitanas como parte da estratégia de desenvolvimento regional.
Foto: Agnelo Câmara (CGCOM/Sudene)

Já a coordenadora adjunta do estudo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Juliana Barreto, destacou que a pesquisa busca compreender as vocações e as tendências de desenvolvimento que a Rua da Imperatriz pode assumir no futuro. Entre os aspectos considerados estão o funcionamento cotidiano, a preservação e adaptação dos imóveis localizados na vida, demandas do mercado imobiliário e outros desafios para fortalecer a vivência na rua.

Ainda segundo a especialista, o projeto foi concebido com base no diálogo social, reunindo diferentes perspectivas e interesses para construir um diagnóstico capaz de conciliar a preservação do patrimônio urbano, a justiça socioespacial e as necessidades dos diversos atores que compartilham o território, de forma que as propostas reflitam a realidade local e os diferentes usos da via.

As contribuições registradas na oficina serão consolidadas e incorporadas às análises técnicas em andamento. O material servirá de base para a elaboração das próximas etapas do estudo, que deverá apresentar recomendações voltadas à valorização do patrimônio histórico, ao fortalecimento das atividades econômicas e à qualificação dos espaços públicos da Rua da Imperatriz.

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