Paulista promove palestra sobre prevenção à violência sexual infantil e combate ao bullying em escola de Jardim Paulista

Paulista promove palestra sobre prevenção à violência sexual infantil e combate ao bullying em escola de Jardim Paulista


Por Fiamma Lira

A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas sobre Drogas, Direitos Humanos e Juventude, promoveu nesta quarta-feira (20) uma palestra educativa na Escola Municipal Zulima Pinho Alves, localizada em Jardim Paulista. A atividade, realizada dentro da programação do Maio Laranja, foi direcionada aos estudantes do 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental e teve como foco a prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, o combate ao bullying e a conscientização sobre os riscos do assédio online.

A iniciativa integra a programação institucional do município voltada à proteção dos direitos infantojuvenis, promovendo conscientização, orientação e mobilização da comunidade escolar.

Durante o encontro, a diretora da Criança e do Adolescente do município, Cilene Costa, destacou que educar as crianças sobre violência sexual é uma estratégia fundamental de proteção.

“Ao iniciar essa educação precocemente, as crianças aprendem a identificar pessoas seguras e a reconhecer potenciais perigos. A conscientização deve se estender às escolas, considerando o trajeto casa-escola, no qual as crianças podem estar vulneráveis, especialmente quando se deslocam sozinhas. Essa abordagem visa protegê-las de situações de risco e de indivíduos que se aproveitam de momentos de vulnerabilidade”, explicou.

Ainda de acordo com ela, muitos agressores conquistam inicialmente a confiança da vítima antes de praticar o abuso, o que reforça a necessidade de ensinar as crianças a reconhecer comportamentos suspeitos, buscar ajuda e denunciar situações de abuso.

A professora do 3º ano, Elizabethe Borges, ressaltou que o debate em sala de aula contribui diretamente para o fortalecimento da autonomia infantil e do senso de proteção das crianças.

“O trabalho com esses temas nas escolas contribui para que a criança desenvolva a capacidade de se proteger, evitando toques inadequados, tanto de estranhos quanto de pessoas conhecidas, cujas consequências podem ser sérias e duradouras”, declarou.

A professora Adriana Guedes, que leciona para turmas do 1º ao 5º ano, também chamou atenção para os riscos presentes no ambiente digital. De acordo com ela, é essencial orientar os estudantes sobre diferentes formas de violência, incluindo situações de assédio online em redes sociais e jogos digitais.

“É importante que as crianças saibam reconhecer e denunciar qualquer forma de abuso, inclusive o assédio online. As escolas têm um papel fundamental na promoção da educação protetiva, fornecendo informações e orientações adequadas”, ressaltou.

O debate também abordou o bullying e seus impactos emocionais. Cilene Costa explicou que fatores familiares podem influenciar comportamentos agressivos reproduzidos no ambiente escolar.

“A dinâmica familiar, incluindo a ausência de afeto, conflitos e agressões, pode influenciar o comportamento das crianças, que podem reproduzir na escola atitudes vivenciadas em casa, atingindo colegas mais vulneráveis. É importante que as crianças aprendam a identificar e compreender o bullying”, explicou.

Para Adriana Guedes, o problema pode deixar marcas profundas na vida das vítimas.

“A criança que sofre bullying muitas vezes não expressa seus sentimentos, mas as agressões verbais e outras formas de violência vão minando sua autoestima e bem-estar. Esse sofrimento acumulado pode levar a problemas emocionais sérios, com impactos que se estendem pela adolescência e pela vida adulta”, apontou.

A gestão municipal reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes, promovendo o diálogo, o respeito e iniciativas que visam garantir um ambiente escolar seguro e acolhedor.

Fotos: Chico Peixoto/SEI.

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