Masterclass com o cineasta Kleber Mendonça Filho agita Cinema da UFPE

 

A atividade reuniu mais de 200 participantes na última quarta (27)

Gerência de Comunicação da Procult

Após conquistar o título de longa-metragem brasileiro mais premiado na história do audiovisual, “O Agente Secreto” retornou ao Cinema da UFPE para uma sessão única, seguida de bate-papo com o diretor Kleber Mendonça Filho, também roteirista do filme.

A programação possibilitou um momento de compartilhamento sobre o fazer cinematográfico, curiosidades e bastidores dessa e de outras obras de Kleber. Para o cineasta, foi uma chance de reviver a Universidade Federal de Pernambuco, algo que ele descreveu que é sempre como voltar para casa. “Eu cursei jornalismo aqui há 35 anos. Muito tempo depois, filmei várias cenas de ‘O Agente Secreto’ no campus, algo não planejado, mas bonito de certa forma, pelo arquivo arquitetônico que a UFPE representa”, destacou o cineasta.

À época que Kleber frequentou os corredores do Centro de Artes e Comunicação (CAC), a universidade ainda não contava com o cinema, inaugurado em 2019. Ele explicou ser incapaz de mensurar a importância positiva da existência do equipamento. “O impacto para os estudantes é inegável, porque a formação passa tanto pelos livros que lemos quanto pelas trocas que fazemos. Uma sala de cinema é um espaço de construção de saber coletivo e me parece o laboratório perfeito para falar de comunicação em geral, de cinema, de expressão artística, de poesia e de como consumir imagens”, celebrou (confira aqui a entrevista completa com Kleber Mendonça Filho).

O evento foi realizado em uma parceria entre a Pró-Reitoria de Cultura (Procult) e a Vitrine Filmes. Bento Geammal, produtor local da distribuidora, explicou o caráter formativo da ação: “Essa é uma contrapartida social que filmes patrocinados pela Petrobras costumam realizar. Por isso, parte do ingressos foi direcionada aos estudantes de Cinema e Audiovisual da instituição, para que pudessem ter esse momento de troca e diálogo”.

Já Mariana Brayner, pró-reitora de Cultura da UFPE, destacou o empenho de propor atividades diversas e de cunho formativo. “A gente sabe o impacto que esses eventos têm tanto para a nossa comunidade acadêmica, quanto para o público externo e a nossa ideia é que o Cinema da UFPE se consolide como um espaço cultural cada vez mais procurado, é sempre bom ver a sala lotada”, disse.

Entre os participantes, estava Sophia Costa, estudante do 4º período de cinema e audiovisual. Ela disse ter sido gratificante escutar um pernambucano, que realiza cinema há muito tempo e que começou do mesmo ponto de partida onde ela se encontra. “Foi muito bom poder ouvir as recomendações que ele trouxe, as particularidades de produzir um filme e também poder perguntar e tirar dúvidas que vão me ajudar a construir minha carreira", falou.

Já os engenheiros Flora Bravo e Guillermo Nahui, professores aposentados da UFPE, falaram que foi uma experiência completa. “Viemos especialmente para ver o filme e acabamos ficando para acompanhar o que o diretor tinha para compartilhar”, comentou Flora. Na visão de Guillermo, o longa tem um apelo especial para eles por retratar uma realidade próxima: “o epicentro do filme envolve um cientista de uma universidade brasileira e isso nos impactou”.

O Cinema da UFPE funciona de segunda a sexta-feira, com programação gratuita divulgada no site da Procult e no instagram @cinema.ufpe.

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