Estudo para revitalização da Rua da Imperatriz avança com nova etapa de levantamento de campo

 Projeto desenvolvido pela Sudene e UFPE busca identificar potencial urbanístico, econômico e cultural da área central do Recife e propor soluções para a degradação urbana

Via é endereço de vários pontos comerciais do Recife. Foto: Google Street View.

O estudo vocacional para a revitalização da Rua da Imperatriz, no Centro do Recife, avançou para a realização de levantamentos de campo nos espaços públicos da via e do entorno. A nova etapa teve início nesta semana. A iniciativa é desenvolvida pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e tem como objetivo identificar o potencial urbanístico, econômico e cultural da área, além de propor soluções para enfrentar o processo de degradação urbana da região central da capital pernambucana.

De acordo com Juliana Barreto, arquiteta e uma das coordenadoras do projeto, esta fase foi dedicada à análise comparativa dos resultados parciais produzidos pelas consultorias responsáveis pelos estudos sobre mobilidade, espaços públicos e dinamização cultural, imobiliária e comercial. “Nossa pesquisa parte do princípio do diálogo com diversos atores sociais, como representantes da prefeitura, do governo do estado, dos órgãos de preservação e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL)”, afirmou.

Segundo a coordenadora, os dados coletados permitirão o avanço das reuniões de trabalho voltadas à consolidação dos diagnósticos e à integração das diferentes frentes da pesquisa. A próxima etapa prevê a retomada do diálogo com a população. “Agora podemos trabalhar com esses resultados e partir para a próxima etapa do plano, que é promover a segunda oficina participativa envolvendo atores sociais diversos, órgãos institucionais, usuários, proprietários e frequentadores da Rua da Imperatriz”, explicou Juliana Barreto. A oficina participativa está prevista para ocorrer em junho.

A construção coletiva do diagnóstico será estruturada em três frentes principais: o diálogo com os atores que vivenciam a dinâmica da rua; a elaboração de um diagnóstico urbanístico, com levantamento de campo e apoio de consultorias especializadas; e a análise integrada da Rua da Imperatriz e de seu entorno. O projeto terá duração de 12 meses.

Lançado em março deste ano como projeto piloto, o estudo vocacional pretende servir de referência para iniciativas semelhantes em outras cidades da área de atuação da Sudene. A autarquia dispõe de instrumentos de apoio financeiro capazes de incentivar novos investimentos na região, incluindo a possibilidade de financiamento de projetos de retrofit em centros históricos urbanos por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Na UFPE, o projeto é conduzido pelo Laboratório de Urbanismo e Patrimônio Cultural (LUP) e pelo Grupo de Estudos sobre o Mercado Imobiliário e Fundiário (GEMFI), vinculados ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da universidade.

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