Mais de dois milhões de pessoas sobem o Morro durante a Festa de Nossa Senhora da Conceição
Por Pascom AOR | dez 10, 2025
Foram onze dias de festa – de 28 de novembro a 8 de dezembro – que confirmaram Nossa Senhora da Conceição como padroeira afetiva do Recife. A 121ª Festa de Nossa Senhora da Conceição do Morro teve como tema “Com o olhar voltado à Imaculada, reacendemos a chama da esperança” e como lema “Permanecei alegres na esperança”. Os preparativos e a realização da festa mobilizaram 780 voluntários. A cada ano, mais e mais devotos participam da festa, que é Patrimônio Histórico Cultural e Imaterial de Pernambuco. Segundo a organização, este ano (2025), cerca de 2,5 milhões de pessoas subiram o morro durante os festejos.
A maior concentração de fiéis católicos é mesmo no dia 8 de dezembro, dedicado a Nossa Senhora com o título de Imaculada Conceição. Muita gente chega ao morro no dia anterior, para participar de missas seguidas e para passar algum tempo perto da imagem da santa. À meia-noite, a primeira missa do Dia de Nossa Senhora da Conceição foi presidida pelo vigário geral da Arquidiocese de Olinda e Recife, monsenhor Luciano Brito. A partir daí, de hora em hora, as missas foram rezadas, alternadamente, dentro do santuário e na praça.
O Morro da Conceição, no bairro de Casa Amarela, no Recife, é cercado por escadarias e ladeiras que “fervilham” durante a festa. O sobe e desce é constante – devotos a pé, de joelhos, crianças nos braços dos pais. Muitos fazem pedidos aos pés da imagem, agradecem as conquistas, prestam homenagem.
Uma parte do povo se concentra em outra área da cidade, para participar da tradicional Procissão do Morro. Perto da Ponte do Limoeiro, no bairro de Santo Amaro, milhares de pessoas aguardam o momento da apresentação da imagem peregrina: um mecanismo eleva a imagem de Nossa Senhora e a posiciona no andor que vai seguir até o Morro, em Casa Amarela. O arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson, subiu em um dos trios elétricos para rezar com os fiéis e abençoar a saída da procissão. Foram dez quilômetros de percurso, cantando e rezando, e a cada quilômetro, mais pessoas vão aderindo à procissão, que chega ao santuário somente três horas depois.
Para o arcebispo, a força para a caminhada vem da necessidade do colo de uma mãe amorosa como Nossa Senhora. “Na expressão de uma mãe, Deus se faz presente em sua maternidade. É verdade que não são somente os pobres, mas somente quem tem um coração pobre, quem do ponto de vista bíblico e evangélico é pobre como Maria, despojado, disponível, humilde, é quem compreende esse grande movimento para o Morro da Conceição”, explica o arcebispo. “Subir o morro a pé, em procissão, é uma das coisas mais bonitas que venho visto nesses últimos anos”, completou.Dom Paulo Jackson presidiu a última missa da festa, que foi concelebrada por padres redentoristas que são guardiães do santuário do Morro. O arcebispo recebeu, das mãos do prefeito João Campos, a Comenda do Mérito Capibaribe, a mais alta condecoração da Prefeitura do Recife.
Pascom AOR
Comentários
Postar um comentário