Especialistas brasileiros e holandeses debatem propostas para tornar o Recife resiliente à elevação do nível do mar
O Recife Exchanges Netherlands (RxN) – Brasil ocorre de 13 a 17 de outubro, no Apolo 235, bairro do Recife
Especialistas brasileiros e holandeses participam, de 13 a 17 de outubro, durante o REC’n’Play, do workshop Recife Exchanges Netherlands (RxN) - Projetando para os extremos - Adaptação à elevação do nível dos oceanos na cidade do Recife – Brasil, com o objetivo de desenvolver estratégias para tornar a capital pernambucana mais resiliente às mudanças climáticas, especialmente em relação à elevação do nível do mar. A realização é do Projeto Recife Cidade Parque (fruto de convênio entre a Universidade Federal de Pernambuco e a Prefeitura do Recife), da Universidade Tecnológica de Delft (TU Delft), Prefeitura de Haia, IHE Delft Institute for Water Education (Unesco), PortCityFutures). A coordenação do evento é de Roberto Montezuma, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE e coordenador geral do projeto Recife Cidade Parque.

O evento reunirá alunos e profissionais de arquitetura, urbanismo, planejamento territorial, conservação do patrimônio e oceanografia. Por meio de palestras, oficinas, visitas técnicas e atividades colaborativas, os participantes, ao final do workshop, vão apresentar propostas concretas de proteção, adaptação e mitigação para combater os efeitos climáticos adversos projetados para o Recife. Entre os participantes já confirmados estão Jean-Paul Corten e Martijn Oosterhuis, da Agência de Patrimônio Cultural dos Países Baixos e Mila Avellar, da Unesco IHE Delft, entre muitos outros.
A capital pernambucana é a 16ª cidade mais vulnerável do mundo às transformações do clima, segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC-2014) da ONU. Haia, com sua baixa altitude, tem uma longa experiência no desenvolvimento de medidas para protegê-la de catástrofes como enchentes, que podem inspirar os pesquisadores pernambucanos.
Recife Cidade Parque
Reinventar o Recife, transformando-o em uma cidade-parque até o ano de 2037, quando será a primeira capital brasileira a completar 500 anos – esse é o objetivo do projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Recife Cidade Parque – Plano de Qualidade da Paisagem, realizado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), fruto de convênio com a Prefeitura do Recife.
O projeto baseia-se na criação de uma cidade azul-verde, que promova a reconexão das áreas urbanas com a natureza, valorizando os cursos d’água, o mar e a vegetação. Assim, a partir da malha hídrica da cidade – composta pelas bacias dos rios Capibaribe, Beberibe, Tejipió e da frente marinha – o projeto estuda a implantação de um sistema de espaços livres verdes públicos de qualidade. Esses espaços, conectados por corredores ambientais, provocarão o “enverdecimento” da cidade, incluindo as regiões de estuário, da planície e dos morros.
A ideia é que esses espaços sejam coletivos e inclusivos, recuperem e incrementem a vegetação, promovam a permeabilização do solo, facilitem o escoamento das águas evitando enchentes e se transformem em locais mais frescos diante das altas temperaturas. Assim, o Recife Cidade Parque aproximará os recifenses de todas as idades e classes sociais da natureza.
Comentários
Postar um comentário