Frente Parlamentar recebe representantes das cooperativas de saúde
Representantes das cooperativas de saúde de Pernambuco participaram, nesta segunda (18), da reunião virtual da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo da Alepe. Criado com o objetivo de conhecer e fortalecer o trabalho dos que atuam no segmento, o colegiado temporário escutou demandas de médicos e demais profissionais do ramo.
O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em Pernambuco, Malaquias Ancelmo, informou que o cooperativismo médico teve início em 1967, na cidade de Santos (SP), quando o médico Raimundo Castilho reuniu colegas para formar a Unimed. “A ideia se espalhou e hoje temos o maior sistema do tipo no mundo, prestando assistência a mais de 18 milhões de pessoas em todo o Brasil”, contou.
Segundo ele, atualmente, 40% do atendimento médico-hospitalar no País é realizado via cooperativas, que atuam por meio de planos de saúde. “No começo, eram apenas consultórios, mas, depois, criou-se uma rede importante de hospitais”, frisou. Também existem as entidades de especialidades médicas, que trabalham por meio de contratos e convênios com o Poder Público ou a iniciativa privada. Ancelmo citou o exemplo dos anestesiologistas e disse que integrar esses grupos “dignifica a atividade profissional”.
O presidente da OCB pediu apoio no sentido de promover um debate com a bancada federal pernambucana sobre a definição do “ato cooperativo” no texto da Reforma Tributária ( Proposta de Emenda Constitucional nº 110/2019), que tramita no Congresso Nacional. “Hoje essa iniciativa é regida por normas infralegais, as quais deixariam de existir com a aprovação da matéria. Nosso segmento corre o risco de vir a sofrer com uma tributação injusta”, explicou. “Para evitar que isso aconteça, há uma mobilização para incluir a Emenda n° 8 na proposição.”
DIFICULDADE – Para Waldemar Borges, falsas cooperativas atrapalham: “Temos de estar atentos, pois isso prejudica a credibilidade do segmento”. Foto: Nando Chiappetta
A sugestão foi endossada pelo presidente da Unimed Caruaru, Pedro Melo. “A atividade realizada pela cooperativa não tem cunho mercantil”, enfatizou. O gestor defendeu que o Governo de Pernambuco contrate médicos por meio dessas organizações, como já ocorre em outros Estados. “Essa medida iria sanar o déficit de profissionais, principalmente no Interior”, observou.
Os deputados Erick Lessa (PP) e Laura Gomes (PSB) parabenizaram os médicos presentes pela passagem da data em homenagem à categoria, neste 18 de outubro. “Agradecemos a dedicação e a sensibilidade inerentes a esse trabalho. Aqueles que são cooperados merecem toda a nossa atenção e devem ser fortalecidos”, pontuou Lessa.
De acordo com o coordenador da Frente Parlamentar, deputado Waldemar Borges (PSB), quer seja no ramo da saúde ou em outro, o que mais atrapalha o setor são as falsas cooperativas. “Temos de estar atentos, pois isso prejudica a credibilidade do segmento. Associar-se à OCB é uma forma de atestar o valor da entidade”, opinou.
O socialista também alertou que a fase para a escuta de cooperativas está se encerrando. O colegiado ainda deve se reunir com representantes das áreas de transporte e de infraestrutura nas próximas semanas. “Em seguida, iremos elaborar um documento com todas as informações colhidas nos encontros”, anunciou.

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