GOVERNISTAS E OPOSICIONISTAS EM BUSCA DO “MÍNIMO DE CONVERGÊNCIA”

Na demonstração de unidade, o registro de um “vácuo” simbólico entre Paulo e Armando (Foto: Reprodução/Twitter)

Diário de Pernambuco

Adversários políticos e possíveis concorrentes ao Governo de Pernambuco em 2018, o governador Paulo Câmara (PSB) e o senador Armando Monteiro (PTB) se reuniram, nesta sexta-feira (02), no Palácio do Campo das Princesas, com a parte das bancadas estadual e federal para discutir a situação de calamidade de cidades no Agreste e na Mata Sul – atingidas pelas chuvas. Este foi o primeiro encontro oficial desde a eleição estadual de 2014 e não deverá ser o único até 2018.

Os problemas causados pelas chuvas nos últimos dias se tornaram tema prioritário de governistas e oposicionistas, que mesmo propondo soluções não deixaram de criticar o governo estadual pela falta de ações preventivas. Visto que estes problemas “são mais um retrato do passado do que um olhar para o futuro”.

Governistas colocam no colo do governo Dilma a culpa pelos atrasos nas obras. Já oposicionistas argumentam que faltou planejamento do governo do Estado para obter os recursos. Enquanto encontram o culpado, debatem os próximos passos.

Monteiro foi o único senador a comparecer ao encontro e, com ele, os “Armandistas”, com exceção do deputado federal Jorge Corte Real (PTB), que teve outros compromissos em Brasília. A bancada de oposição na Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe) compareceu em peso. No discurso, o senador sugeriu “buscar o mínimo de convergência” para resolver “os problemas de hoje que mais uma vez que atingem a população”. Governistas contemporizaram as críticas.

Câmara, por sua vez, destacou que “independente de posição política” todos ali estavam “unido em favor de Pernambuco”.

A ausência de Fernando Bezerra Coelho (PSB) expõe mais uma vez o racha no partido. A Assessoria do senador disse que o socialista ficou em Brasília participando de reuniões relativas à votação da reforma trabalhista que será votada na próxima terça-feira (06). Já Humberto Costa (PT) está no Congresso do partido, em Brasília.

Para o governo, foi uma tentativa mostrar as atitudes que vem tomando para resolver o problema, de mostrar que não está inerte aos problemas. Já para a oposição, é uma demonstração de que “não está apostando no quanto pior melhor”, mas que “não vai deixar de apontar as falhas do governo”.

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