Família pede ajuda para meninos que vivem em condições sub-humanas
Sibele pede apoio para os filhos
Ashley Melo/JC Imagem
Cinthia Leite
JC Online
No alto de uma barreira, no Córrego do Eucalipto, no bairro de Nova Descoberta, Zona Norte do Recife, a comoção toma conta de quem conhece a história de Sibele Monteiro da Silva, 36 anos, mãe de três meninos que vivem em cima de uma cama por causa das limitações impostas por um quadro de deficiência múltipla (física e intelectual) sem acompanhamento contínuo de uma equipe de profissionais de saúde. Choca o cenário que vem da falta de assistência e da precariedade vivida pela família, que precisa se virar diante das condições sub-humanas espalhadas num só cômodo.
Aos 7, 13 e 16 anos, Pedro, Salomão e Washington não conseguem se locomover devido a comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento físico e intelectual. “Pelo que temos acompanhado através da mídia, observo que eles têm um quadro de paralisia cerebral com contraturas e atrofia muscular. O fato de se automutilarem pode ser decorrente da falta do uso de medicação controlada, que evita convulsões e mioclonias, caracterizadas por movimentos súbitos e involuntários”, diz a médica geneticista Paula Arruda, diretora-executiva da Associação Novo Rumo, que atende crianças com deficiências e síndrome de Down.

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