A guitarra no frevo: um toque de pimenta no gênero que colocou pernambuco no mundo

Alef Pontes
JC Online

O mais popular dos instrumentos musicais elétricos, a guitarra tem um papel fundamental inegável no processo de disseminação da música e seus mais variados ritmos. Foi assim com o rock e o blues, com o samba e até mesmo com o pernambucaníssimo frevo.

Mais conhecido por seus ora estridentes e fervorosos ora sofisticados metais, o gênero musical que voltou os olhos do País e de parte do mundo para Pernambuco, não se abstém da regra. Apesar de pouco conhecida e valorizada no frevo, a guitarra teve um importante papel na popularização e manutenção do ritmo ao longo das últimas décadas.

A presença da guitarra no frevo, que foi tema de debates e workshops noEncontro de Guitarras, encerrado na sexta-feira (07), no Paço do Frevo, marca um processo de renovação na musicalidade pernambucana, levando o frevo para outros público e abrindo espaço para o surgimento de novos gêneros como o axé music, em Salvador.

Aliás, foi pelas mãos dos precursores do trio elétrico do Carnaval baiano, Dodô e Osmar Macêdo, nos anos 1950, que pôde se ouvir as primeiras notas eletrificadas de conhecidas marchinhas pernambucanas. Em seguida, outros nomes como Armandinho e Moraes Moreira vieram engrossar o caldo do música eletrificada e do próprio trio elétrico.

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