Sítio Histórico de Olinda está com duas igrejas e o seminário interditados

Cleide Alves
JC Online

Piso da Igreja de Nossa Senhora da Graça dilatou e se quebrou em Olinda
Foto: Guga Matos/JC Imagem

Depois da interdição da Igreja do Bonfim, no Sítio Histórico de Olinda, o Seminário e a Igreja de Nossa Senhora da Graça fecharam as portas ao público, por determinação da Defesa Civil do município. O motivo é o de sempre: risco de desabamento em função de avarias generalizadas do chão ao teto. Agora, são três os monumentos religiosos com visitação proibida na cidade considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Mas o número pode subir para quatro, avisa o arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido. Na manhã de quinta-feira (28), ao anunciar a interdição do seminário e da Igreja da Graça, localizados no Alto da Sé, ele disse que pediu à Defesa Civil vistoria na Igreja de São Pedro Mártir. “O telhado cedeu e a cobertura do prédio está solta. Por segurança, nem se toca mais o sino”, diz a coordenadora de projetos de restauro da arquidiocese, Telma Liége.

Dom Fernando recebeu prazo de 15 dias para desocupar o seminário, onde vivem 64 seminaristas, dois padres e o bispo auxiliar. Com exceção do bispo, os demais religiosos serão transferidos para o Centro de Pastoral Dom Vital, no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. “Vamos fazer a mudança em oito dias”, afirma o arcebispo.

Construído no século 16, o Seminário de Olinda, onde funciona a Igreja da Graça, apresenta problemas na madeira do telhado e no piso da biblioteca, umidade nas paredes e rachaduras graves na fachada voltada para o mar, apontados no relatório da Defesa Civil. O piso da igreja, no trecho onde eram feitos sepultamentos, em anos passados, foi dilatado pelo calor ou por gás.

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