Há algo errado no paraíso
Pernambuco 247 - Turistas e moradores do Arquipélago
de Fernando de Noronha estão sofrendo com o um desabastecimento de
água, que já dura três semanas e prejudica o comércio e a visitação da
ilha. O fornecimento de água foi prejudicado após o açude do Xaréu, que
abastece o arquipélago, ter secado. Sem a água proveniente do manancial,
os dessalinizadores instalados estão sendo insuficientes para fornecer a
água necessária para atender moradores e visitantes que chegam na alta
estação da temporada turística. O rodízio imposto no abastecimento prevê
um dia com água e outros nove sem. Um projeto para ampliar a capacidade
dos dessalinizadores instalados no local deverá ser concluído em seis
meses.
Diversos estabelecimentos tiveram que fechar as portas devido a pouca
oferta de água disponível e muitos turistas chegam a usar as piscinas
das pousadas para tomarem banhos devido à falta de água. A escassez e a
demora para encontrar uma solução para o problema também provocou
manifestações da população local. No último sábado, os moradores
realizaram um protesto na BR-363, nas proximidades do Aeroporto,
impedindo que os turistas deixassem o local. A vegetação das imediações
do terminal foi atingida por um incêndio no domingo (9) e existe a
suspeita de que tenha sido provocado de forma intencional.
Um novo protesto poderá acontecer nesta quarta-feira (12), caso a
situação não seja solucionada. De acordo com a Companhia Pernambucana de
Abastecimento (Compesa), que a situação é um reflexo da seca enfrentada
pelo Nordeste, considerada a pior dos últimos 50 anos. De acordo com a
companhia, não chove na ilha desde junho do ano passado. O racionamento
imposto na ilha é de um dia de água para nove sem.
A Compesa informou que deve iniciar ainda em março um projeto para
ampliar o sistema de abastecimento de água na ilha. O empreendimento,
que está orçado em R$ 4,7 milhões, aumentará a capacidade dos
dessalinizadores, que devem transformar mais água salgada em água
potável. O projeto, feito de forma emergencial, deverá estar concluído
em seis meses Atualmente, o abastecimento é feito exclusivamente com a
água proveniente de uma bateria de quatro dessalinizadores instalados no
local.
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