Catadores e ambulantes na luta por dinheiro extra nos dias de folia
Diário de Pernambuco
Os quatro dias de carnaval são de festa, mas também de trabalho extra. Centenas de catadores de material reciclável e ambulantes tomam as ruas de Olinda e do Recife. Afinal, enquanto muitos foliões chegam na quarta-feira de cinzas com saldo negativo no bolso, os que trabalham nesses dias prometem sair com uma grana a mais para o mês.
É o caso dos irmãos Edmilson da Silva, 34 anos, e Janaína da Silva, 31, que trabalham quase 20 horas por dia e vendem a R$ 2,30 cada quilo de latas recolhidas pelas ruas. “Na quarta-feira de cinzas, conseguimos vender todo o material para uma cooperativa”, contou Edmilson.
João Carlos da Silva, 47 anos, e a esposa, Carla dos Santos, 43, chegam em Olinda às 5h, nos dias de folia, para catar latinhas. “Conto com a ajuda de alguns bares, que guardam as latas”, disse João. O casal consegue juntar uma média de 180 a 200 quilos de material reciclável.
A ambulante Emília de Melo, 32 anos, começa a trabalhar às 8h vendendo água, refrigerantes e cervejas. Ao final do dia, arrecada cerca de R$ 400. A rotina é a mesma já há alguns anos. “Mas esse ano, com a concorrência, as vendas não estão tão boas”, lamentou.
O pedreiro Wicles Marcs, 53, é outro que deixa de lado a profissão durante o carnaval para vender bebidas. “É muito cansativo, mas dá para ganhar dinheiro bem”, contou.

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