MPPE acompanha situação do Parque do Janga em Paulista
MPPE
Um espaço de preservação permanente em área urbana alvo de especulação imobiliária. Essa foi a denúncia que um grupo de cidadãos do município do Paulista (Região Metropolitana do Recife ) veio apresentar ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na última quarta-feira (19). O grupo foi recebido pelo procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon de Barros, e pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do meio Ambiente, promotor de Justiça André Felipe Menezes. Outra reunião foi marcada com a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do município, Andreia Karla, para esta sexta-feira (21).
Representantes da Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, padre Valdemir José; do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos, Marcondes Andrade; Rotary Clube, Mansueto Gonçalves; Academia Paulistense de Letras, Bernadete Cerpa; Associação Comercial, José Arruda; Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Paulista), Claus Maciel e Movimento Pró-Museu, Ricardo Andrade, reivindicam urgência nas ações para cessar a especulação imobiliária no local, bem como a preservação da área.
De acordo com o grupo, o Parque do Janga compreende um sítio histórico, composto pelas ruínas da matriz de Nossa Senhora dos Prazeres de Maranguape, casa paroquial e cemitério e as ruínas da casa de João Fernandes Vieira (herói da Restauração Pernambucana – 1656), além de uma área de Mata Atlântica.
O grupo afirma que a área está sendo loteada e que em alguns locais existem moradias e comércio e que o MPPE instaurou um inquérito para averiguar a situação. “A gente se sente órfão. Vemos por aí parques ecológicos, e sabemos que o meio ambiente respeitado e valorizado gera renda. Mas, lá em Paulista as pessoas não enxergam isso”, queixa-se Marcondes Andrade.
O promotor de Justiça André Felipe garantiu que o Caop Meio Ambiente irá prestar todo o apoio operacional à promotora de Justiça da localidade. “A situação do Paulista é muito parecida com a de outras áreas. O que a colega precisar nós estaremos prontos para atender”, esclareceu o coordenador, acrescentando que se há imóveis comerciais na área, esses terão que ser retirados sem qualquer tipo de compensação. “Para imóveis comerciais não há compensação, tem que sair, porque eles já estão obtendo lucro de uma situação ilegal. Já moradia é mais sensível”, explica.
Área de preservação – O local foi tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em 1987. Em 2011 a área foi recategorizada como reserva urbana e área de preservação permanente.

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