Armando busca maior aproximação com o PT

Paulo Emílio / Pernambuco 247 - As movimentações feitas pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE), no sentido de conquistar o apoio do PT em torno da sua pré-candidatura ao Governo do Estado de Pernambuco estão cada vez mais intensas. Após deixar a base de apoio do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), Armando tem se aproximado da cúpula nacional petista visando fortalecer o palanque petebista no Estado. Somente nesta semana, o parlamentar teve duas reuniões com a presidente Dilma Rousseff (PT) e há menos de um mês encontrou-se com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar da direção estadual do PT defender que o partido tenha candidato próprio ao Palácio do Campo das Princesas, parte da legenda, incluindo membros do diretório nacional, entende que uma aliança com o PTB seja a melhor alternativa para enfrentar o candidato que será indicado por Campos à sua sucessão. “Já existe uma aliança entre o PT e o PTB em função da reeleição da presidente Dilma. Agora, quanto à formação de uma chapa em Pernambuco, isso é uma discussão que será definida em junho de 2014, data das convenções partidárias. Isso é um problema dos partidos e não da presidente”, disse Armando.

Embora o senador tenha saído da reunião dizendo que as discussões giraram em torno de assuntos ligados a agenda administrativa e de interesses do Estado, Dilma confirmou a intenção de visitar Pernambuco em dezembro. Apesar da data e da programação não terem sido acertadas, Armando deverá ser um dos responsáveis pela articulação necessária à realização da viagem. Segundo ele, Dilma deverá visitar o Estado na primeira quinzena de dezembro.

De acordo com o parlamentar, a possibilidade de uma aliança entre PTB e PT em Pernambuco não foi discutida durante o encontro com a presidente, já que a conversa teria girado em torno de projetos de interesse de Pernambuco, licitações em andamento e a serem realizadas, andamento de obras e outros assuntos administrativos.  Semanas antes, após uma reunião com Lula, o ex-presidente declarou que participaria ativamente das ações de campanha das eleições pernambucanas em 2014, diferente das últimas eleições municipais que resultaram na perda do comando da Prefeitura do Recife para o PSB, após 12 anos sob a tutela do Partido dos Trabalhadores.

“A presidente deseja uma composição. O ex-presidente Lula também. Mas isso é um problema dos partidos. Os partidos é que irão decidir qual caminho irão tomar. Claro que queremos os companheiros do PT ao nosso lado. Mas isso será decidido mais à frente. Não existe pressa”, disse. O senador também ressaltou que a reunificação do PT em Pernambuco é importante para o cenário eleitoral do próximo ano. “A reunificação é importante para o nosso projeto. Ganha-se força nesse processo. Agora, ainda não sabemos se teremos chapa única ou não. Parte do PT defende candidatura própria e outra defende uma aliança. Uma definição, portanto, só virá realmente em junho de 2014, quando os partidos realizarão suas convenções e decidirão qual a melhor opção para o cenário eleitoral”, observou.

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