PMDB: "Em Pernambuco o nosso adversário é o PT"
Mariana Almeida _PE247 - Apesar da pressão nacional exercida pelo PT sobre o PMDB para que o partido sele o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014, o PMDB de Pernambuco deve seguir o candidato do governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, nas eleições estaduais de 2014. O PMDB estadual deve se aliar aos socialistas independentemente da determinação que a Executiva Nacional – assediada por líderes do PT – possa tomar sobre a posição do partido, e não deverá lançar candidatura própria, devido à cassação do mandato de Júlio Lóssio - nome cotado para a chapa – como prefeito de Petrolina, no Sertão do Estado.
A tendência de seguir Campos já havia sido delineada quando o senador Jarbas Vasconcelos, o maior nome da legenda em Pernambuco e antipetista de carteirinha, se reaproximou do governador e declarou publicamente que apoia as ideias do socialista. Esta aproximação e a possibilidade do deputado federal Raul Henry vir a integrar a chapa majoritária para o Governo do Estado, como vice na cabeça da chapa a ser indicada por Campos, possuem um peso significativo na tendência da legenda não seguir os rumos tomados pela direção nacional, que é de manter uam aliança com o PT e fortalecer o palanque em prol da reeleição da presidente Dilma.
Apesar das tentativas do presidente nacional do PT, Rui Falcão, de formar aliança com o PMDB e isolar politicamente o governador Eduardo Campos, Dorany Sampaio, já declarou que, em nível estadual, a legenda não deverá fechar o palanque em torno de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A política é feita nos estados. Ninguém é apenas brasileiro, nós somos pernambucanos. Em Pernambuco o inimigo do PMDB é o PT, e nós não vamos seguir os petistas. É uma questão de coerência”, afirmou. "Aqui em Pernambuco o nosso adversário é o PT. Essa opção já foi feita por nós", declarou.
Apesar de Sampaio não afirmar qual partido o PMDB apoiará nas eleições, ou se lançará uma candidatura própria, a opção pelo PSB parece clara, uma vez que o PSDB de Aécio Neves é uma possibilidade distante e as chances de uma candidatura própria é incerta, devido à cassação do mandato de Júlio Lóssio, nesta terça-feira (15) como prefeito de Petrolina. Lóssio é acusado de abuso de poder político em 2012 – ano eleitoral – quando o então prefeito regularizou a situação de 1,5 mil famílias que moravam em terrenos no loteamento “Terras do Sul”. Se a cassação se concretizar, Lóssio ficará inelegível por oito anos, e não poderá disputar as eleições de 2014. Ele diz que irá recorrer da decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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