ECOS PERIGOSOS

Carlos Chagas


Por enquanto tem chegado ao Brasil apenas na forma de noticiário os ecos dos atentados a bomba verificados em Boston, nos Estados Unidos.  Importa menos saber tratar-se de uma trama internacional, já que dois chechenos estão acusados do atentado, ou se foi obra de dois malucos desajustados.

                                                        O terrorismo assola praticamente o mundo inteiro, mas o Brasil tem sido poupado, depois que a democracia foi restabelecida entre nós. São coisas do passado  as bombas no aeroporto de Recife, na Ordem dos Advogados do Brasil,  na Associação Brasileira de Imprensa e nos jornais Tribuna da Imprensa e Estado de S. Paulo. Tratava-se de uma guerra interna, felizmente superada.

                                                        Do que devemos cuidar-nos é da possibilidade de o terror externo e  institucionalizado lembrar-se de chamar a atenção mundial  para seus desvarios por conta dos certames esportivos que abrigaremos. Da Copa das Confederações,  este ano,  à Copa do Mundo,  em 2014,  e às Olimpíadas, em 2016, multidões se reunirão em nossas capitais. Uma oportunidade ímpar para animais de variadas origens aqui demonstrarem  sua bestialidade.

                                                        Seria bom as autoridades encarregadas  da segurança começarem a preparar iniciativas preventivas. Fechar o círculo em torno de estádios e pontos de concentração popular. Estamos imunes ao terrorismo, dizem muitos, mas é bom  não facilitar.

VISITA DE ESTADO

                                                        Marcada para outubro, ainda sem data certa, a viagem da presidente Dilma aos Estados Unidos será cercada de toda pompa e circunstância. Com direito à presença do presidente Obama no aeroporto, hospedando-se na Casa Branca ou na Blair  House, ela discursará no Capitólio e receberá  homenagens militares. É possível que a imprensa americana dedique algumas linhas de pé de página à visita, mas com toda certeza será debatida a questão da compra, pelo Brasil, dos sempre anunciados e jamais concretizados  aviões de caça para nossa  Força Aérea. Será um pouco constrangedor para Dilma discutir uma operação envolvendo 36 aeronaves com alguém que dispõe de mais de 36 mil, mas os ventos hoje sopram em favor da indústria americana.                     


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