Cai nível da água em seis barragens

Pirapama estava com 19,4% da capacidade um dia antes de o rodízio começar. Apesar do racionamento, índice caiu para 18,9%

Guga Matos/JC Imagem

O racionamento de água, em seu primeiro mês de funcionamento, não ajudou a melhorar o nível das barragens do Grande Recife. O volume caiu em seis dos sete principais reservatórios de água da Região Metropolitana entre 28 de fevereiro, dia em que foi anunciado o sistema de rodízio no fornecimento, e ontem. O único manancial em que houve aumento foi em Bita, no Cabo de Santo Agostinho, que estava em 20,3% e saltou para 35,9%. As autoridades afirmam que, por enquanto, a falta de chuvas tem vencido a queda de braço e que, se a situação persistir, pode haver radicalização das medidas.
O rodízio foi estabelecido por um período inicial de 90 dias, sujeito a reavaliação, em 74 dos 94 bairros do Recife, sob um esquema de 20 horas com água e 28 horas sem. O arrocho no calendário do abastecimento decorreu do pouco volume de água nas nove barragens da RMR. A demanda local é de 15 mil litros de água por segundo, patamar alcançado em 2010, com a inauguração do Sistema de Pirapama. A oferta, antes, era de 10 mil litros por segundo – e voltou a ser durante os três meses de racionamento.

Pirapama, a barragem que mais contribui para o fornecimento de água da Região Metropolitana, estava com 19,4% de sua capacidade um dia antes de o rodízio ter início. Esse percentual, apesar do racionamento, caiu para 18,9%, de acordo com o boletim do monitoramento dos reservatórios divulgado ontem pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) tirava 3,5 mil litros de água por segundo de Pirapama antes do revezamento. Hoje, retira 2,5 mil.
O diretor de Regulação e Monitoramento da Apac, Sérgio Torres, explicou que o maior problema enfrentado é a escassez das chuvas. “O racionamento foi estabelecido para tirar menos água dos reservatórios e, como não choveu, é natural que o nível continue baixando. Sem rodízio, o negócio estaria ainda pior. Pirapama é o caso que mais nos preocupa”, disse. Pirapama pode reter mais de 60 milhões de metros cúbicos de água. A expectativa é que o problema seja amenizado a partir de maio, quando começa o período chuvoso no Grande Recife. “Se em maio não ivermos chuvas significativas, podemos ter novas medidas, mas não agora”, ponderou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPERAÇÃO UNBLOCK

Nota de Esclarecimento

Nota à Imprensa