Após 37 anos, família de Herzog recebe novo atestado de óbito

Roldão Arruda, Estadão

Após 37 anos de espera, a família do jornalista Vladimir Herzog recebeu nesta sexta-feira, 15, uma nova certidão de óbito com a causa correta da morte dele, ocorrida em 1975, após sessões de tortura nas dependências do 2.º Exército, em São Paulo. O novo documento substitui a definição anterior, "asfixia mecânica por enforcamento", por "lesões e maus tratos".

A família comemorou o reconhecimento do Estado, perante toda a sociedade, do assassinato do jornalista. Mas, na avaliação da viúva, Clarice Herzog, o documento não significa um ponto final em sua luta. "Ainda queremos saber quem o matou", disse ela ontem, logo após a cerimônia em que recebeu o documento. "Todos aqueles que estavam envolvidos com a ditadura têm que ser desmascarados."

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