Lançado livro que trata de mobilidade em calçadas

MIRTHYANI BEZERRA
FOLHA-PE


Calçadas esburacadas, tomadas pelo comércio informal ou por construções irregulares impedem pedestres, principalmente aqueles com algum tipo de necessidade especial, de exercitar seu direito de ir e vir. Esse estado de degradação no qual se encontram muitas das calçadas do Recife é retratado no livro “Calçadas: o primeiro degrau da cidadania urbana”, lançado na noite de ontem, seguido de sessão de autógrafos realizada no salão de eventos da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fie­pe). A publicação é de autoria do diretor e sócio da TGI Consultoria, Francisco Cunha, também membro do Observatório do Recife, e do ex-vereador Luiz Helvécio, relator do projeto que gerou a Lei das Calçadas, em 2003.
Segundo Helvécio, o objetivo da publicação é chamar atenção da sociedade para a importância da manutenção desses espaços. “A calçada é local de convivência, fator importante de inclusão social. Esses locais, no entanto, se encontram apropriados pelas construções irregulares e outros fatores que impedem a circulação de pessoas. O livro traz algumas possíveis soluções para a falta de mobilidade”, afirmou.

A publicação levou seis meses para ficar pronta e está dividida em cinco partes. “A primeira fala da importância dos espaços. A segunda faz um levantamento da situação das calçadas do Recife em 2012, trazendo, inclusive, registro fotográfico dos problemas. A parte seguinte mostra exemplos de calçadas em cidades da América Latina, com histórico parecido com o do Recife, como Santiago, no Chile, e Lima, no Peru. A quarta analisa a legislação existente e a quinta traz uma lista de dez sugestões a serem executadas”, elencou Cunha. 

Presente no evento, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, ratificou o investimento de R$ 6 milhões que será feito nessa área na Cidade. “Os municípios receberão os valores. Nós resolvemos colocar essa parte na melhoria das calçadas”, afirmou. O gestor falou ainda sobre a importância que a atual gestão tem dado ao tema. “Nós criamos uma secretaria de Mobilidade e Controle Urbano, que está em funcionamento há 55 dias. Antes, uma empresa voltada para fiscalização de trânsito realizava esse trabalho”, contou.

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