Imip Lança V Campanha de Doação
Mayra Cavalcanti
Folha-PE
Com o tema “Um gesto seu pode fazer muitas pessoas nascerem de novo”, médicos e funcionários do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) deram início, na manhã de ontem, a V Campanha de Doação de Órgãos, no Hospital Pedro II, no bairro dos Coelhos, área central do Recife. Na ocasião foi realizado um café da manhã para anunciar as ações da campanha, que vai desde a distribuição de panfletos e atividades educativas, a realização de palestras e cursos sobre morte encefálica e doação de órgãos, que acontecerão no Imip e nas unidades de saúde administradas por ele, como os Hospitais Miguel Arraes, Dom Helder, Pelópidas Silveira e o Dom Malan, em Petrolina.
Segundo informações da Central de Transplante de Pernambuco, atualmente, no Estado, a fila de pessoas esperando por órgãos é composta por 2,7 mil pacientes, mas o número de transplantes aumentou em relação a 2011. Até outubro deste ano, 1.394 já receberam novos órgãos, enquanto que durante todo o ano passado, foram apenas 1.094 cirurgias. Em Pernambuco são feitas as cirurgias de transplante de coração, rim, fígado, córnea, pâncreas, ossos e pele, os dois últimos a partir da criação do Banco Multitecidos do Imip, em dezembro de 2011. Conforme o coordenador-médico da Organização de Procura de Órgãos do Imip (OPO), Fernando Oliveira, o objetivo da campanha é sensibilizar não apenas os pacientes do hospital, quanto também ampliar a discussão para a sociedade.
“É importante que essa divulgação seja feita na família, porque só eles podem dizer, na hora em que for feita a abordagem em relação à doação, se era a intenção do familiar doar os seus órgãos”, relatou o coordenador. Ainda conforme ele, a campanha também será divulgada no Carnaval 2013 por blocos carnavalescos de Casa Amarela e busca esclarecer alguns mitos que circulam na população, como o de que os órgãos podem ser retirados com o paciente ainda vivo. “Isso eu posso garantir que não existe. Para que seja feita uma doação atualmente, existe todo um protocolo, em que o corpo passa pela análise de dois médicos, sendo um deles, obrigatoriamente, um neurologista, que pode atestar a morte encefálica da pessoa”, explicou Fernando.

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