Inovação é Saída Para Enfrentar a China, Não Protecionismo

Nelson de Sá
Folha de São Paulo

Os presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff, no esforço de estimular a inovação e a indústria em seus países, abraçaram o mesmo modelo: a fundação alemã Fraunhofer, que faz a ponte entre a pesquisa acadêmica e a aplicação de mercado --com casos de sucesso como a criação do padrão MP3 para música e o padrão AVC de vídeo, também de abrangência global.

Em março, os EUA lançaram a NNMI (National Network for Manufacturing Innovation), apresentando a Fraunhofer expressamente como o formato a copiar. E desde o fim do ano passado o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação vem montando a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), também dando como objetivo emular a Fraunhofer, que está ajudando na estruturação da nova empresa.

Thomas Bauernhansl, diretor do maior instituto da Fraunhofer, em Stuttgart, relata que a fundação tem hoje por foco o fortalecimento da indústria alemã na concorrência com a China. E que a única saída, para enfrentar os menores custos de produção e de financiamento das empresas chinesas, é aumentar a aposta na inovação. E não proteger seu mercado dos produtos chineses, como vêm fazendo, pontualmente, tanto EUA como Brasil.

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