Beija-mão Real Escondeu Propostas Indecentes


247 – Quando um rei se curva e vem ao Brasil de pires na mão, como foi o caso de Juan Carlos, nesta semana, convém desconfiar. A Espanha, como se sabe, vive uma das maiores crises de sua história. O desemprego supera 20%, os bancos necessitam de 90 bilhões de euros e o Banco Central Europeu tenta convencer o país a receber ajuda financeira.

Foi nesse contexto que Juan Carlos foi recebido por Dilma Rousseff, rodeado por uma comitiva de empresários. E as propostas apresentadas foram, quase todas, indecentes. O Santander, como se sabe, quer vender 10% de suas ações ao Banco do Brasil (leia aqui). Assim, o Tesouro Nacional brasileiro se tornaria sócio minoritário do banqueiro Emílio Botín, que se curvou diante de Dilma como um soberano diante de uma rainha. Ao que tudo indica, o governo brasileiro vetou a proposta.


Mais indecente foi o pedido apresentado pelo presidente do grupo Telefônica, Cesar Alierta, que também fazia parte da comitiva do rei Juan Carlos. Controlador da operadora espanhola, que também assumiu o comando da Vivo, Alierta pediu a Dilma para facilitar a concessão de vistos a trabalhadores espanhóis. Como a Telefônica pretende cortar 6 mil empregos na Espanha, uma das soluções, para evitar um impacto muito negativo em seu país de origem, seria transferir essas pessoas para cá, substituindo funcionários brasileiros.

Segundo informa a jornalista Karla Mendes, que escreveu, de Madri, para o Estado de S. Paulo, a Telefônica pretende aproveitar a disposição do governo brasileiro para flexibilizar vistos para estrangeiros “nos casos em que não houver mão de obra com a referida qualificação no Brasil”. Mas será mesmo que há algo que os espanhóis saibam fazer que não se encontre no Brasil?

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