As Armas Eficazes Contra a Dor de Cabeça
Istoé
Olhe ao seu redor. A cada dez pessoas que você vê, sete sentem dores de cabeça eventuais ou frequentes, segundo a Organização Mundial da Saúde. São vários os sintomas. Dor latejante em um dos lados ou dos dois do crânio, sensação de pressão, de pontadas. Algumas estão associadas ao esforço físico, à tensão e até à relação sexual. A maioria das pessoas tenta resolver o desconforto com um analgésico. Se o remédio não fizer o efeito esperado, o comportamento mais comum é engolir mais um comprimido e esperar pelo alívio, que nem sempre chega porque o problema já se tornou crônico. Dentre os indivíduos acometidos regularmente pelas cefaleias – o nome científico das dores de cabeça –, pelo menos um deles sofre de uma das formas mais intensas e recorrentes do problema, a chamada enxaqueca.
Felizmente, a medicina está avançando na compreensão das causas e no desenvolvimento de terapias mais eficientes para controlar o mal-estar. “Acreditem: mais de 50% das dores de cabeça e crises de enxaqueca podem ser evitadas com bons tratamentos preventivos”, disse à ISTOÉ o neurologista americano Stephen Silberstein, membro da respeitada Academia Americana de Neurologia (AAN), formada por 25 mil especialistas. Ele é autor, com outros cinco colegas, de um guia recém-lançado pela instituição que indica, entre todos os medicamentos disponíveis, os que realmente funcionam para evitar as temidas crises de enxaqueca, que pode ser hereditária. A equipe verificou a metodologia e os resultados dos principais estudos publicados em revistas científicas na última década. As diretrizes da AAN são referência mundial e devem ser seguidas para assegurar o adequado enfrentamento da mais aguda dor de cabeça.

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