Vereadores Suplentes de Ipojuca São Empossados

Rebeca Silva
Diariodepernambuco.com

A Câmara de Ipojuca, na mata sul do estado, dá posse hoje, na Casa, a seis vereadores suplentes. Eles substituirão os vereadores afastados pela Justiça sob acusação de peculato e formação de quadrilha. Os suplentes convocados são Adeildo do Sindicato (PDT), Irmão Genival (PDT), Amara Marchante (PSL), Fal (PDT), Roseane (PDT) e Dorinha (PDT).

Apesar de estarem assumindo um cargo desejado, os suplentes já estão sendo pressionados pela população e pelo grupo "Xó, Corrupção!". Eles organizaram uma manifestação que irá marchar do fórum da cidade à Câmara. O intuito é dar opoio à juíza da Vara Criminal de Ipojuca, Andréa Calado, pela decisão de afastar os vereadores envolvidos com irregularidades e pedir o fim da corrupção no município. De acordo com uma das organizadoras do movimento, Fabiana Honório, os integrantes do protesto cobrarão para que os suplentes não encubram fraudes, já que fazem parte do mesmo governo.

"Vamos apoiar pelo ato de afastamento, porque cumprir a lei aqui é um ato de coragem. Queremos também a moralização da polícia em todos os orgãos públicos e o fim do uso indevido de recursos públicos", disse Fabiana Honório.

Apesar da punição dada aos vereadores acusados, ela acredita que não houve uma mudança efetiva. "É uma prova de seis por meia duzia, porque eles também fazem parte do mesmo governo", ressaltou. 

Sobre os legisladores afastados, o movimento quer que eles não voltem a assumir o cargo, além exigirem a devolução ao erário dos valores gastos indevidamente.

No início deste mês, seis vereadores foram afastados pela sentença da juíza da Vara Criminal de Ipojuca, Andréa Calado. A decisão atendeu em parte à ação movida pelo Ministério Público de Pernambuco, que pedia, além do afastamento, a prisão preventiva dos vereadores.

 A juíza, entretanto, entendeu que o afastamento das funções já seria suficiente para que os acusados não atrapalhassem as investigações. Dentre os crimes, eles teriam se apropriado de cartões de salários dos servidores do Legislativo, ficando com 80% do que era recebido pelos auxiliares. Os servidores relacionados sequer precisavam frequentar a Câmara.

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