Falta o Poder Público
A ida da Fiat para Goiana, Zona da Mata Norte do Estado, não irá gerar, apenas, empregos para a região. As modificações nas cidades próximas já são latentes.
O comércio está diversificando os produtos, a população está se capacitando e os imóveis dobraram de preço. E olhe que as obras de construção da fábrica ainda estão na fase da terraplenagem. Aliás, a ideia é mesmo sair na frente. Agora, as atenções se voltam para a Atlântica, uma cidade planejada por quatro grupos (Grupo Cavalcanti Petribu, a GL Empreendimentos, o Grupo Moura e a Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário). O empreendimento será erguido em uma área de 400 hectares, localizado ao lado da fábrica da Fiat.
Por lá, devem ser erguidas 18 mil unidades habitacionais para atender a 60 mil habitantes. Para fechar o ciclo, resta ao poder público se inserir nesse contexto. Sim porque, mesmo com o setor privado construindo toda a área habitacional e oferecendo total infraestrutura, incluindo a construção de estradas, será do poder público a responsabilidade com educação, saúde, transporte, saneamento, abastecimento de água e de todas as exigências da futura população. Aliás, esses são assuntos que devem ser tratados desde já. Afinal, a infraestrutura deve chegar antes das edificações.
O primeiro passo dessa parceria deve ser a emissão das licenças ambientais, que já aguardam aprovação.
Folha Econômica
Folha-PE

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