Bancos se Recusam a Assinar Acordo
Se a insegurança afeta agências bancárias em todo o território pernambucano, o cumprimento de uma norma instituída há quase dois anos poderia amenizar os efeitos da violência, ao menos, no Recife. Trata-se da Lei Municipal nº 17.647/2010, que, entre outros pontos, obriga unidades financeiras a instalarem vidros blindados, tapumes nas filas de autoatendimento e sistema completo de monitoramento por câmeras. A batalha do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), agora, é para que os bancos acatem o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assumindo o compromisso de atender a todos os procedimentos de segurança regulamentados.
Mas, de acordo com o promotor de Defesa do Consumidor, Ricardo Coelho, que está à frente das negociações, o prazo para que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aceitasse cumprir as exigências encerrou ontem. Uma reunião já havia sido realizada, no último dia 7, estipulando a data final para um acordo. “Hoje (ontem), tive contato com eles. Há uma forte resistência à implantação da medida. Como a proposta escrita já havia sido apresentada, encerrei a fase de negociação. O próximo passo, agora, é intensificar as multas e dar início às interdições das agências que estiverem fora da lei. Isso deve acontecer já esta semana”, decretou. O promotor informou, ainda, que 107 unidades bancárias já foram vistoriadas. O valor de multas aplicadas já passa dos R$ 15 milhões.
O representante do Sindicato dos Bancários e dos Vigilantes de Pernambuco, João Rufino, classificou a recusa ao TAC como mais um exemplo de negligência dos bancos. “A gente nota que há uma fragilidade na segurança dos terminais de autoatendimento. Isso, infelizmente, já foi identificado pelo crime organizado. Os bancos instalam uma máquina e deixam tudo lá, sem dispositivos eficientes. Os funcionários e os próprios clientes precisam de mais garantias para se sentirem seguros”, comentou.
Folha-PE

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