Obama não virá em nosso socorro


Carlos Chagas
Viajando hoje para Washington, a presidente Dilma manterá demorado encontro, amanhã, com o presidente Obama. Seis ministros, uma governadora e uma senadora a acompanham. Na bagagem vai a recente determinação ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal para a redução dos juros, ao que parece acompanhada da mesma iniciativa por bancos privados.
Mesmo assim, continuaremos com as mais altas taxas do planeta, responsáveis pela invasão diária de milhões de dólares especulativos que assolam nossa economia, vindos de grupos variados, americanos, europeus, asiáticos e até brasileiros. Porque virou moda, entre predadores tupiniquins, enviar grandes quantias para o exterior e, de lá, repatriá-los como investimento estrangeiro, beneficiando-se da alta taxa de juros e saindo outra vez, para reiniciar a ciranda.
A especulação rende mais do que operar uma siderúrgica ou vender produtos primários para a China. Essa farra de dólares, que não cria um emprego nem forja um parafuso, não conseguiu ser interrompida pelo governo Lula e permanece impávida no governo Dilma, apesar de seus estrilos.
Esperar que Obama nos ajude é sonho de noite de verão. A economia americana vale-se da operação para minorar suas agruras. Da Europa, nem se fala. Quanto a nós, o assunto deveria ser entregue à Policia Federal.

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