Campanhas contra assédio no Carnaval têm apoio de coletivos de mulheres e do poder público Foto: Digulgação Amanda Rainheri JC Online Todo ano, a história se repete: beijo forçado, puxões de cabelo, toques indesejados pelo corpo, estupro. Para as mulheres que brincam Carnaval no Estado de Pernambuco, o assédio se tornou rotina. Mais difícil que lidar com a violência é ter a certeza da impunidade e, por isso, muitas não procuram ajuda das autoridades. Outras vezes, não existe sequer atendimento especializado. Para tentar frear os abusos, coletivos e poder público investirão em centrais de acolhimento e campanhas de conscientização que devem começar este mês. Em 2016, a jornalista Thalita Silva, 21 anos, brincava em Olinda com amigos, quando um homem segurou seu braço. “Minha reação foi puxar, para tentar me soltar, mas ele ficou segurando forte e puxando de volta. Meu amigo voltou para me pegar e o homem pediu mil desculpas a ele. A mim, nenhuma. Não me sinto segura pa...