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Com força eleitoral, membros da Lava Jato despontam como 'nova elite política'

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Sérgio Moro venceria Lula em eventual segundo turno, de acordo com DataFolha; Dallagnol se tornaria senador pelo Paraná Foto: Fotos Públicas Marcela Balbino JC Online Oficialmente não há nenhum nome posto dos membros da Operação Lava Jato na disputa para 2018. No entanto, as sondagens eleitorais começam a testar candidaturas como a do juiz federal Sérgio Moro, que comanda processos na primeira instância força-tarefa. Na última pesquisa Datafolha, ele, apesar de não ter partido político, em eventual segundo turno, seria o único a superar Lula numericamente, com empate técnico: 42% a 40%. A um ano das eleições, nomes ligados às investigações são projetados como candidatos em potencial. Cientistas políticos avaliam esse grupo como uma “nova elite política”. A leitura é que das entranhas da Lava Jato nasceu essa ala que se coloca em oposição à política tradicional, com matrizes ideológicas ligadas a esquerda e a direita e marcadas pelas práticas doa conchavos, do clienteli...

Expectativa de poder ajudar a turbinar Partido Democratas

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Rodrigo Maia, do DEM: destino do País está nas mãos dele caso aceite um dos pedidos de impeachment contra Temer Foto:Alex Ferreira/Câmara Federal Franco Benites JC Online Era setembro de 2010 e o presidente Lula (PT), ao participar de um comício da então candidata à presidência da República Dilma Rousseff (PT) declarou que era preciso “extirpar o DEM (Partido Democratas)” da política brasileira. Sete anos depois, Lula foi condenado em primeira instância a nove anos e seis meses de prisão, Dilma se elegeu, mas saiu do poder após sofrer impeachment, e o DEM dá sinais de que pode se fortalecer enquanto partido político - objetivo que persegue desde que abandonou a denominação PFL (Partido da Frente Liberal) em março de 2007. Um dos fatores que contribuem para o fortalecimento do DEM é a expectativa do poder que ronda o partido desde que Rodrigo Maia (DEM-RJ) assumiu a presidência da Câmara Federal. Com a corda no pescoço do presidente Michel Temer (PMDB) cada vez mais ape...

A culpa é da imprensa

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Hélio Schwartsman Folha de S.Paulo Especialmente quando estão em apuros, políticos recorrem a supostos complôs entre a mídia e elites com interesse na manutenção do "statu quo" para explicar suas dificuldades e até o surgimento de denúncias contra sua administração. O subtexto aqui é o de que os meios de comunicação não hesitam em utilizar sua capacidade de influir para instilar as preferências ideológicas de seus controladores no restante da população. É uma ideia verossímil, mas será que é verdadeira? Na era do "big data", dá para testar a hipótese, e foi isso que Matthew Gentzkow (Stanford) e Jesse Shapiro (Brown) fizeram num estudo de 2010. Em primeiro lugar, eles foram a uma base de 433 jornais dos EUA, que respondiam por 74% da circulação total. Em seguida, analisaram os textos noticiosos dessas publicações e os classificaram segundo um "index" ideológico baseado na frequência de expressões mais usadas por democratas ou republicanos. Por e...

Charge do Paixão - Gazeta do Povo

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Minha Casa Minha Vida já admite desistência de comprador

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Para rescindir contrato,mutuário deve entregar imóvel nas condições em que recebeu, pois ele será destinado a outra família Foto: Divulgação Marina Barbosa Folha-PE Os brasileiros que compraram um imóvel através do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) agora podem desistir do contrato, cancelando o financiamento. A chamada rescisão contratual por desistência foi autorizada por portaria do Ministério das Cidades, mas pede algumas contrapartidas. Entre elas, o compromisso do beneficiário de deixar os encargos da casa em dia, quitar as despesas da rescisão e entregar o imóvel nas mesmas condições em que recebeu para que ele possa ser destinado a outra família.  Especialista em direito imobiliário da Martorelli Advogados, Maria Eduarda da Fonte lembrou que, antes da portaria publicada nesta semana, o beneficiário não tinha a possibilidade de solicitar a anulação do contrato. Afinal, o programa habitacional só previa rompimentos contratuais impostos pelo agente financiador, no ...

“Opção do governo é transferir para o cidadão a conta de seus erros”, diz Lamachia

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OAB O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, voltou a criticar o governo federal pela decisão do presidente da República, Michel Temer, de promover aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis. O reflexo da medida já foi sentido pela população, que viu os preços dos combustíveis saltarem de um dia para o outro. Lamachia afirmou que o governo transfere para o cidadão a conta de seus erros de gestão e que a alta terá impactos em todo o sistema produtivo sacrificando toda a sociedade. Segundo o presidente da Ordem, o aumento de impostos é “inaceitável”. “O inaceitável aumento da carga tributária explicita a opção do governo de, mais uma vez, transferir para o cidadão a conta dos erros cometidos da condução da máquina pública”, disse Lamachia. “A carga tributária no país já é desproporcional às contrapartidas recebidas pelos pagadores de impostos. Essa nova e equivocada medida, que incide sobre os combustíveis, atrapalha todo o sistema produtivo. Para tentar sal...

As peças se movem

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Bernardo Mello Franco Folha de São Paulo O Brasil ainda não sabe se Michel Temer terminará o ano na Presidência. Mesmo assim, os políticos já pensam no lance seguinte. Os movimentos dos últimos dias reforçam a sensação de que a eleição de 2018 está na rua. A condenação de Lula obrigou todos os jogadores a moverem suas peças no tabuleiro da sucessão. Diante da ameaça de xeque-mate, o ex-presidente avançou os peões. Subiu num palanque na avenida Paulista e fez discurso de candidato. Do outro lado da mesa, a jogada mais ensaiada é se apresentar como o anti-Lula. O prefeito João Doria e o deputado Jair Bolsonaro saíram na frente. Os dois usaram as redes sociais para divulgar vídeos comemorando a condenação do petista. Eles disputam a preferência de quem foi às ruas de verde e amarelo pelo impeachment de Dilma Rousseff. Boa parte desse eleitorado está enojada com o que veio a seguir, mas ainda não se animou a voltar às ruas para protestar. O governador Geraldo Alckm...