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Há um ano, impeachment de Dilma na Câmara acabava em pizza e confetes

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Hoje ministro, há um ano Bruno Araújo era carregado por colegas após dar o 342º voto pró-impeachment na Câmara Anna Virgínia Balloussier Folha de São Paulo Que Deus tenha misericórdia desta nação. Voto sim", disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 17 de abril de 2016. Há um ano, a Câmara dos Deputados autorizava a abertura do processo de impeachment contra a primeira mulher a presidir o Brasil. Dilma Rousseff começava a cair, e, um ano depois, a Casa também. Ao menos parte dela. Dos 39 deputados investigados no Supremo Tribunal Federal, por suspeitas de caixa dois e corrupção que vieram à tona com as delações da Odebrecht, 21 votaram pela queda da petista, 13 contra, dois se abstiveram e três eram suplentes à época. Há um ano, o plenário ficou coberto de cartazes verde-amarelos com "tchau, querida!", bordão que oposicionistas adotaram a partir da despedida do ex-presidente Lula num telefonema com Dilma divulgado pelo juiz Sergio Moro...

A Lava Jato também pegará o Judiciário, diz ex-ministra do STJ

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Eliana Calmon Foto: wikipedia Folhapress "A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação." A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. "Muita coisa virá à tona", diz. Ela foi alvo de duras críticas ao afirmar, em 2011, que havia bandidos escondidos atrás da toga. "Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. O que eles temem é a opinião pública e a mídia", afirma. Pergunta - Como a senhora avalia a lista dos investigados a partir das delações? Eliana Calmon - Não fiquei surpresa. Praticamente todos os grandes políticos estariam envolvidos, em razão do sistema político brasileiro, que está apodrecido. Algum nome incluído na lista a surpreendeu? Calmon - José Serra (PSDB-SP) e Aloysio Nunes Ferreira (ministro das Relações Exteriores, tam...

Violência explode, e PE regride uma década com 16 assassinatos por dia

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Leandro Machado, Danilo Verpa Folha de São Paulo Quem vive em Pernambuco tem a sensação de que o Estado voltou dez anos no tempo quando o assunto é violência. Esse sentimento é confirmado pelos números. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 974 homicídios -quase 17 por dia. Isso representa um aumento de 47% em relação ao mesmo período de 2016. O Estado de São Paulo, com população quatro vezes maior, contabilizou 622 assassinatos nesses meses. O índice alto acendeu um sinal amarelo nas autoridades pernambucanas, que estão recontratando até policiais aposentados para tentar investigar os crimes. Recife também sofre com assaltos a ônibus. Levantamento do sindicato dos motoristas e do "Jornal do Commércio" aponta mais de mil roubos neste ano -o governo Paulo Câmara (PSB) contesta e diz que não passam de 500. De fato, Pernambuco vive um retrocesso: desde 2007 não se registram tantos assassinatos. Naquele ano, o primeiro de Eduardo Campos (PSB...

PT e PSDB amavam Odebrecht enquanto fanáticos se odiavam em praças públicas

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Blog do Josias de Souza PT e PSDB monopolizam as eleições presidenciais no Brasil há mais de duas décadas. Com o passar do tempo, as disputas foram adquirindo um quê de briga de pátio de colégio. Na sucessão de 2014, a coisa descambou. O tucanato dizia que o petismo roubara no mensalão e no petrolão. E o petismo respondia que o tucanato é que assaltara no mensalão mineiro e no escândalo dos trens paulistas. De repente, os delatores da Odebrecht esclarecem que os dois lados têm razão. E os torcedores fanáticos, que pareciam dispostos a matar e morrer por uma honra inexistente, percebem que fizeram papel de bobos. Não sabem onde enfiar o ódio que estocaram para alimentar suas lacraias interiores. Há dois anos e meio, quando Dilma foi reeleita, Aécio era o principal líder da oposição e Lula se jactava de ter dado à luz um poste pela segunda vez —algo nunca antes visto na história do país. Hoje, Dilma é matéria-prima para Sergio Moro, Aécio divide com o notório Jucá o título de ca...

Capa do Jornal Estado de Minas

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Para sobreviver, partidos precisam de novos nomes e agenda, diz cientista político

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Gabriela Fujita UOL Considerando apenas a última avalanche política no Brasil envolvendo corrupção, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, são quase cem os nomes dos indicados pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que devem ser investigados por algum possível crime ligado à operação Lava Jato. Estão na lista oito ministros do governo de Michel Temer, 24 senadores e 39 deputados federais, e ainda três governadores e 23 outros políticos e autoridades. O volume de trabalho destinado ao Judiciário é muito maior do que o gerado pelo escândalo do mensalão, segundo observa o cientista político Fernando Abrucio. Para ele, a resposta do STF, por exemplo, não deve ser tão rápida quanto a sociedade gostaria de ver, "e o Supremo vai ter uma tarefa difícil, porque vai levar tempo". O que se pode constatar de imediato, afirma Abrucio, é a força do impacto que essa quantidade de revelações projeta sobre o sistema político nacional. ...

Urnas eletrônicas terão impressora nas eleições de 2018

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Agência Estado O sistema eleitoral brasileiro tem uma grande novidade, em 2018, o voto será impresso. A nova medida foi aprovada em minirreforma no ano passado e a intenção é de que as urnas eletrônicas tenham impressoras acopladas a fim de registrar o voto em papel. Sendo assim, o uso de modelos de impressora de qualidade será um ponto primordial. A forma de votar será da seguinte maneira: o eleitor vai até a sua respectiva seção eleitoral e digita na urna eletrônica os números do candidato de sua escolha. Até aqui tudo bem, nenhuma novidade. O voto então é materializado em papel por meio de uma impressora, o eleitor deve mais uma vez conferir no visor se o voto está correto, se tiver, o papel já cai direto dentro de uma urna inviolável. Assim, o eleitor não tem contato com o papel e tampouco pode levar uma cópia para casa, essa medida aumenta o sigilo e diminui os riscos de fraude. Ainda em 2002, o governo federal realizou testes do voto impresso em diversas cidades espa...