Políticos precisam usar a criatividade para conquistar eleitorado em 2018
Paulo de Tarso Lyra Diário de Pernambuco Uma das mais belas músicas sobre a folia carnavalesca, a Noite dos mascarados, de Chico Buarque, diz exatamente assim, em seus versos: “Quem é você? Adivinha, se gosta de mim! Mas é carnaval! Não me diga mais quem é você! Amanhã tudo volta ao normal. Deixa a festa acabar, deixa o barco correr. Deixa o dia raiar, que hoje eu sou da maneira que você me quer.” Em tempos nos quais a classe política está com a popularidade no chão, quais fantasias os nossos representantes usariam para sensibilizar foliões e eleitores? O que eles usariam para serem exatamente da maneira como a população quer que eles sejam? Quando foi eleito em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva vestiu uma fantasia que lhe caiu bem: o Lulinha paz e amor, pacificado, paciente, disposto a governar o país em harmonia com mercados e os contratos vigentes. O acirramento da Lava-Jato fez com que o petista tirasse da cartola a metáfora da jararaca, que estava mais viva do que nunca. ...